18 de novembro de 2010

Uma estação - Meu interior.

Meu coração estava acelerado naquele dia, não sabia o que se movia, se era o trem ou meu interior aguardando o nosso encontro, o nosso olhar. Eu confesso que meu coração dizia pra mim que era você, mas como não sei ler o coração alheio, não sei dizer o que dizia teu coração.
Perdido estava em minhas emoções mais profundas, por isso não conseguia me expressar da melhor forma, estava anestesiado, alegre. Tinha encontrado uma possibilidade. Tinha encontrado um motivo para forçar meu coração á sorrir de mim. Há pulsar dentro de mim.
Dessa vez a trilha sonora foi diferente, havia acordes de flautas oitavados com suspense, com mãos tremulas e suor excessivo. Ingredientes do tal do amor. Eu estava parado em mim, você em movimento pra si, de lá pra cá a sonoridade aumentava. Na estação do meu interior. Naquele momento tudo parou. Você era real o suficiente, o que era lenda ganhou vida, saiu do ouvir falar e se materializou no prazer da companhia bem esperada.
Estava com medo do escuro, porém estavas ao meu lado, tocou em meus ombros.
Naquele encontro eu não precisava da voz, do toque, nem das risadas, somente precisava olhar pra ti, saber que estava ali.
O encontro do perto com o longe. Da estação norte com a estação leste. Da mochila com o óculos escuro na mão. Do pouco e do tudo. Do normal com o belo. Naquele encontro eu tinha encontrado uma das melhores flores do jardineiro, sua essência, suas pétalas, sua fragrância eram diferentes. Eram de uma boa colheita.
Eu descobrir então...
Que o teu colchão é o melhor colchão que existe. Que o teu edredom é o mais macio, e que não precisava de mais nada, somente daquela noite que passamos juntos.

Obrigado por tudo...ainda há possibilidades...?