29 de novembro de 2010

No vagão.

Não sinto falta do teu cheiro, sinto falta de você
Na estação, na ligação
O trem me levou
Deixando a experiência de  lado
Descalço, com a mochila, os farrapos do meu ser, sem agulha, sem linha cortados estão e assim ficarão
Os bordados estão desbotados, só na fotografia lembro-me das cores que um dia existiram
Você um dia existiu
Nas mensagens instantâneas, na valsa da vida, na batida acelerada do coração
Eras, apenas eras, desligado em teu leito o meu sono no teu, anestesiado sem causa
Eu ainda velo por ti
na mesma estação, na ligação, esperando você desembarcar do vagão
e me surpreender com teu abraço e eu com meu cansaço
De te esperar, esperar e esperar, Talvez eu corra pra dentro de ti
e neutralize teus medos, e a felicidade será nossa guardiã