13 de novembro de 2010

Caminhado...

E tudo passará...
O dia passa muito depressa,
Há muitas mudanças.
não tem espera, tem o precioso tempo,
Como areia em uma ampulheta se vai, devagar, logo se acaba.
Sigo meu caminho,
com um par de havaiana na mão, simples desse jeito mesmo, sem violação,
protegido assim, com uma trouxa de roupas nas costas, tento fugir, tento me esconder, tento de todas as formas curar minhas feridas, admito não sou médico, não tenho remédios,
sigo meu caminho...
Se eu olhar para à direita eu tropeço, na esquerda me perco, o que devo fazer?
seguir meu caminho.
com tudo que eu tenho, uma trouxa de roupas, minha vida que levo guardando, toda amassada, toda esfarrapada. continuo,
os dias passam,
a noite vem, o frio cai sobre o corpo, a pele geme, o coração acelera, nem tudo dá certo. A casa cai.
O tempo na verdade é o vilão, é o que me aprisiona nessa estação, não sei se pego este trem ou o próximo é melhor?
Fiquei com a dúvida pra mim...
O tempo está acabando, tenho que ser feliz, tenho que virar a ampulheta...