29 de novembro de 2010

Pensamentos

Eras um entre a grande multidão de pingos de luz – meu pensamentos bons. Em um espaço onde meu tudo era a tua escolha, teu destino, tua aliança. Mas a menina dos teus olhos não conseguia notar meu vazio por ti, então cai em minhas mágoas profundas, me despi de meu sonhos, e decidi viver em meus pesadelos.
Tudo em nada.
Nada na escada dos sentimentos contínuos.
Contínuo, pois a sensação de abandono é permanente, é um caixa forte, sem codificação, a punição é não ser notado por você entre os pingos de luz, no meu universo.
Não punistes meu coração o bastante?
Preciso ouvir, desesperadamente ouvir tua voz no meu celular. Tua voz me enche de esperança, não me canso do teu timbre, num tom social agradável, com modéstia.
Venhas antes que não sobre espaço mais para ti, para tua face, tuas lembranças, para tuas mãos. Somente uma imagem sem forma, sem traços, sem sentir, poderá tomar conta do espaço que era teu ou melhor era nosso. Por isso eu insisto em escutar a melodia do “até um dia” eu voltarei.
Estou em cadeias.
Entre em meu espaço e liberta-me, das ataduras do passado, do longe, do talvez.
Notei que eras um entre a multidão, que não existe mais, só o fracasso, de lado, com fragmentos da saudade permanente.