19 de novembro de 2010

Antes de dormir...

Ainda penso em tudo antes de dormir.
Faço minhas orações e pesso a papai do céu que te guarde do mal, do ruim.
Acredito que uma simples prece noturna, trás calmaria no dia seguinte, fazendo com que a dor do peito passe depressa, ligeiramente.
Ainda deixo a janela do meu quarto aberta, acredito que a brisa da noite refresca o quente, levando consigo o perdido, o ontem.
Ainda olho para o céu negro com estrelas pontilhando tua imagem, teu sorriso... faço preces ao céu.
Lembro-me de tudo antes de dormir, do ardor, do espinho, do tapa na face, do desprezo, do inesperado.
Recordo-me antes de dormir do dia que passou, do tempo que findou, das palavras que foram proferidas e não voltam mais, ficam no esquecimento do ser machucado, do maltratado, do beijo molhado na partida rápida, sem espaço, sempre descalço.
Repito as mesmas frases antes de dormir, falo sozinho com meu pensamento adormecido, ele me deixa falando sozinho; de vez em quando ele desperta, sem forma, vazio.
Alta madrugada... os ponteiros se estacionaram, na garganta, na voz, no fôlego.
Vejo você antes de dormir, do mesmo jeito que sonhei na noite passada,