10 de novembro de 2010

Meu Sol.


Abri a cortina pela manhã, observei no céu que as nuvens bloqueavam o Sol, sem Sol não tem graça o dia, as cortinas perdem a cor, o quarto fica escuro e o solitário ganha vida.
Confesso que fico com medo.
Confesso que tenho medo dos meus fantasmas, aqueles que ficam dentro do guarda-roupa da memória, que perturba a gente de vez em quando. Gostaria de alguém me salvasse dessas sombras, me separasse delas, do medo do escuro.
Manhã sem Sol não dá! Não é manhã. A gente precisa da luz. Gente como nós precisa de luz para causar um efeito de criatividade na rotina fadonha que nos prende com arame farpado, impedindo-nos de avançar afetivamente.
Quero você meu Sol, que em meio as minhas trevas és meu farol. És o astro rei de minha constelação, o que faz meu universo ficar mais iluminado, o que me dá um gás danado para prosseguir e guiado-me como bússola neste mar bravio que é meu interior.

Preciso de ti Sol.
Sol, minha alma espera por ti.
Eu não quero somente as estrelas, eu quero você, minha nívea luz,
que trás paz ao meu espírito com tua dança.”

Só suplico uma coisa, quando as nuvens derem espaço à ti, brilhe em mim, para que meu quarto se ilumine, para que eu apareça , volte a existir plenamente. Brilhe em mim, quero me perder em tua luz, o que me deixa mais chateado é que o vento sempre tenta levar teu calor, e as nuvens ofuscar o teu resplendor, até quando isso poderá ocorrer? Sol não deixe que nos separem, juro que prepararei em todas as manhãs a tua xícara de café, o teu pão com manteiga, Juro que me lembrarei de todos os teus aniversários, não me esquecerei de nenhum, prometo! Palavra de quem ama...
juro que seremos um, caminharemos juntos, sonharemos juntos.
Sol, quando o universo se abalar, não temas, eu estarei lá contigo e enxugarei a lágrima que insiste em descer.
Farei tudo isso e mais, tudo isso pois tu é meu Sol, minha luz... e eu um ser que espera a nuvem passar pra poder te ver, e ter a certeza que és tudo o que eu precisava.