20 de dezembro de 2010

Vc em mim

E tudo se contamina, o teu amor me contamina
A Tua chuva rega-me fazendo florescer o que estava realmente morto
E tenho o porque de tudo isso, a raiz, o legado
E tudo desagua em você, o meu oceano é você!

No calor o calor do teu corpo soado é meu refrigério
Eu sei onde chegar, eu sei ouvir- te, eu sei tocar- te
Pergunto pra mim mesmo, onde te achei?
Te achei em meus sonhos mais intensos, mais vivos, mais luminosos

Há sorriso entre o meu desejo de ficar próximo de ti,
E do olhar que me arrebatou
Que neste final de ano, O meu amor te encontre, te arrebate
Que meu amor seja um nascimento em ti

Uma estrela, o teu olhar
Um grão de areia, teu sorriso
Um dia, sua vida
Um gesto, o teu beijo

Portishead - Glory Box [Subtitulado] [HD](CC)

17 de dezembro de 2010

E os presentes continuam... Mais Selos, mais alegria ao coração solitário!

Tava triste esses dias, mais agora não estou mais. Ganhei presentes! Ganhei Selos, mais muito mais!!!
A Bibiana  e a L. Carvalho dos Blogs "Enttreaspas" / Cartas Mortas me presentearam, e esse gesto me alegrou profundamente, pois quem não gosta de ganhar presentes, não é?
Deixo bem claro, adoro presentes, adoro selos doados de bom coração!

São estes:




Muitooooo Obrigadoooo!!!

16 de dezembro de 2010

- Vai Valer a Pena (participação Heloisa Rosa)

Detalhes


Extasiado ao som de tua voz...
Em cada grão de areia o teu nome,
E nas estrelas a tua face, risonha e feliz.

E na brisa o teu cheiro, aromático, me deixando extasiado
Calado a observar cada gesto seu, cada traço teu, eu me calo.
Num lugar particular nosso, só eu e você - o mundo não existe, nem o que nele há.

Apenas você existente em mim, sobre mim, aquecendo-me, amando-me.

15 de dezembro de 2010

Escrevendo sobre amigos...

Eu gosto de ficar perto do amigo sincero, do amigo que não possui mascaras.Sendo assim tenho respaldo para escrever:




"O amigo que chega de forma inesperada alegra o coração algemado, preso em prisões; e com seu canto de liberdade nos aproxima do ar livre, da sensação de bem - estar, das mãos levantas ao céu.
O amigo do amigo verdadeiro enche os céus do nosso ser de contagiante alegria, e sua forma de contar histórias deixa os olhos apreensivos, a pele arrepiada, e o coração emocionado gotejando lágrimas sinceras, que limpam a poeira das palavras que o magoaram nas páginas do passado.
O amigo tem que ser eterno, tem que te a sua imagem desenhada nas nuvens para que todos saibam. Para que os ventos o leve rumo ao ombro solitário.
Inesperadamente o amigo vem.
Na prece inalcansável o amigo nos ajuda em oração, pois o amigo acredita em Deus.
O amigo tem um samba no pé, se diverte pra valer.
O amigo nos direciona a estrada estreita, pois no final tem coroa.
O amigo abre portas, fecha abismos!
O amigo te mostra que nos funerais das emoções é que renasce a nova oportunidade de crescer.
O amigo pode até desafinar, mas em compensação compõe que é uma maravilha...
De fato o amigo é lenço, é água, é açúcar.
O amigo é cura sobre nossos ossos, na UTi da alma.
É cálcio, é proteína, é vitamina contra a fraqueza da mente.
O amigo é eterno.
Mesmo sabendo do seu passado obscuro, o amigo lhe mostra o futuro de glória.
Nasceu antes do mundo existir, habita nas histórias da eternidade, nos pergaminhos dos desígnios.
O amigo sempre tem um banco na praça da tristeza contínua.
O amigo pula na piscina do zelo e molha todos a sua volta.
O amigo não está nem ai, dá risada mesmo.
O amigo de verdade sente a nossa felicidade, assiste nossas fraquezas, e sempre usa as frases exatas que capturam a dor e se catriza a ingratidão em tempos de ajuda.
O amigo merece estrelas, merece troféus, merece um abraço apertado, merece toda atenção possível.
O amigo é barco em dias de tempestade.
O amigo não desgruda da ajuda necessária, o amigo permanece na lista da sinceridade permanente.
O amigo bota fé nos nossos projetos mais preciosos e sonha junto com eles.
O amigo toma banho de chuva e pula em todas as poças de água que aparecem no caminho, pois seu lema é "quem está na chuva é pra se molhar" (rsrsrs)
O recheio do amigo é o carinho demonstrado em todos os momentos.
O amigo grita, xinga, falha, erra, resmunga, o amigo pode fazer tudo isso, ele é humano sujeito as falhas.
O amigo divide seu último biscoito, e muitas vezes ele doa, por que sabe que plantando no solo do que precisa, ele colherá em dobro a recompensa da gratidão.
O amigo é tem bom gosto, sabe ajudar na escolha na loja dos sentimentos.
O cobertor do amigo é o afeto, sua mochila é a compreensão, e seu moleton é o diálogo risonho.
O título do livro do amigo é: " Minha amizade é eternizada em VC".
Amigos são simplesmente amigos, na angustia, no pula - pula.
O amigo se arrepende e reconhece suas falhas, na dúvida ele para e analisa com exatidão e aplica o conselho eficaz que anima a alma.
Vou parando por aqui pois os adjetivos são infinitos para descrever o Amigo, o coração sincero. Mas ficarão aqui eternizados estas palavras, aplique-as em teu ser, e veja a diferença em cada canto, em cada personalidade. 

E que o amigo seja música para os ouvidos..."

14 de dezembro de 2010

O amor...

O amor tem a capacidade de apertar o coração, de deixá-lo paralisado por alguns minutos, horas ou anos.
Não almejo um amor genérico, apenas um amor sincero e verdadeiro. 
Um amor honesto.
Um amor sem ponto final, porém com atitude leal, sem frescura, mas com aconchego.
Quero um amor com voz de brisa, suave que me direcione ao paraíso, sem volta para o inferno da solidão permanente e angustiante.
Quero um amor que seja escudo, protegendo-me da frieza, da distância acelerada e do ciúmes aparente.
Que o amor seja executável em mim, como um clique de um botão, como um "play".
E aprender que o amor se aventura no insondável ser que se entrega de corpo e alma.
E gritar pra todos ouvirem:

-Nãooooooo!!! Nuncaaaa!!! 
Um amor Tolo, sem graça, sem raiz, sem alicerce.

-Simmmmm!!! Sempre!!!
Um amor perpetuo, com calor, contínuo de se ser, com abraço, com diálogo, enraizado em mim.
Um amor pra vida toda... se catrizado em meu ser.

Mais um presente, mais um Selo... mais uma gota de alegria!

Gostaria de deixar aqui uma explicação ou uma palavra que pudesse demonstrar minha alegria quando ganho um selo...mas não possuo, por isso eu estou sem palavras.


A responsável por essa alegria é a Bibiana do Blog "Enttreaspas"  --- Bibi... vc é d++++++


Olha ele aqui:


Eu indico este Selo ao apaixonante Blog da Anna o Molhe-se

13 de dezembro de 2010

Muito mais Selos... e feliz de vez...

Carakas... como estou feliz...
Apesar de não andar escrevendo muito, fui presenteado com selos da Anna do Blog Molhe-se, fica mais uma vez aqui eternizadoooooooo com muita festa estes reconhecimentos.
E não acaba aqui os presentes, a Bibiana do Blog Entreaspas tbm surpreendeu meu coração... "pobre coração"
 com mais um selinho... Bibiana vc merece um Beijo na bochecha...srsrs

Aqui estão eles:


11 de dezembro de 2010



"Se disser que te amo, teu coração vai se orgulhar,
Por isso preferi que você notasse meu calor, minha presença... os meus traços"

10 de dezembro de 2010

Tão imenso em mim...

 O vício de te ter é tão imenso em mim, que perco a noção do tempo, das horas, das pessoas ao redor querendo me chamar a atenção para si.
Nesses acontecimentos do agora estou nem aí.
Quando estou preso nestes complexos não dou valor ao que está em movimento, ao que está acenando pra mim.
Vício: dependência intensa de ti, sem forças em mim. Algema que prende pra valer, ferrolho que tranca sem querer, que aprisiona meu grito, sufocando a garganta.
Loucura, ruptura, frações de segundos querendo teu cheiro, teu colo, tuas mãos.
Delírios que me trazem tua imagem intacta, imóvel.
Não posso te comprar, pois não está a venda. O teu valor é incontável. Não poso te ter. Jamais terei.
O que terei é o vicio de te ter tão imenso em mim. Incontrolável em mim.
Seca-me os ossos, perco-me em ruas da consciência pesada, escravizada por ti, apenas em te ter, longe e ao mesmo tempo perto.
Sugando-me...

7 de dezembro de 2010

Como se nada tivesse acontecido.

Passei pela mesma rua do "Ontem", e lá continuam pelo chão as mesma pétalas da relação terminada.
O dia cinza, deixa tudo sem cor, o alegre entre meu eu e você ficou de lado, com o descaso da palavra.
E tudo chegaria ao fundo do poço com uma pequena frase - " Eu não quero continuar a o seu lado" 
Eu estou na mesma rua, na mesma amargura, como se a alma estivesse envolta por ataduras, na realidade sou uma múmia, mumificada pela paixão acabada, pelo elo quebrado e pela atormentada saudade, que me fecha em um cruzamento sem me deixar partir.
Só estou vivo, pois há sobras.
Só caminho, pois sou arrastado, levado pelas cordas do adeus fora de hora, da precipitação angustiante.
Só me machuco porque ainda acredito no novo.
O que me sobrou foi o hoje, sem causa, sem efeito na rua do medo, com a esquina das pétalas deixadas no chão, sem convicção, sem atração.
Um dia eu aprendo, um dia eu ensino, e no tempo presente, vivo como se nada tivesse acontecido.  

6 de dezembro de 2010

Um dia vc existiu

Eu tinha a plena certeza que a luz do teu olhar conseguiria banir minha escuridão temporal.

E minhas fantasias fariam parte das páginas de tua vida, com alegria, com entusiasmo.

Sem saber por onde andar mostrastes a estrada estreita no sertão de meus pecados, ao nordeste dos sonhos realizados, tudo era constante, parcelado em fragmentos da decisão bem sucedida.



“O céu está mais azul, mais sonoro, mais audível do que nunca.

Acordes circulam sobre nós meu amor...” - dizia o coração apaixonado.



O meu tolo coração ainda acredita em contos, em sussurros ao pé do ouvido, ainda acredita nas palavras do teu ser, que saem da compreensão de dois sentimentos que estão em cima do muro, do lado sul da ironia da tua língua. Mesmo sabendo que não devo dar-te ouvidos, o meu ouvido ainda esculta tuas palavras e as “guarda na caixinha de segredos do coração permanente.”

Um dia aprenderei que atalhos para o amor podem trazer perigos constantes e caminhos direcionados pela pessoa errada causa sangramento na alma e morte do espírito.

Um dia não cairei na armadilha do Te amo precipitado, e não deixarei angustiado o órgão que pulsa por viver pra ti.

Um dia criarei imunidade, anticorpos contra tua presença inesperada e teu querer não contagiará meu corpo, não cairei em tua lábia, não cairei mais em ti.

O Rafah ainda espera...

Estava ouvindo nossa canção, lembrei das batidas do teu coração.



Elas chamam pelo meu nome, pelos meus beijos, pela minha dedicação.


Meu amor por ti já virou devoção!


Preces e preces para que voltes e me abrace, logo após a tempestade.


E com calmaria sejas meu leito, meu cobertor, meu amor.






O Rafah ainda te espera, o Rafah ainda te quer!


Procura o sentido de viver em cada manhã,


sondo meu interior e caio em você, no “I Love You”, no “Forever”


Isso gera forças para que meu eu fique de pé e caminhe.


Alimento, colher após colher é a tua fala pra mim.






O Rafah ainda canta a melodia correta do amor contínuo.


E mesmo desafinado canta, mesmo rouco canta.


Descobriu que a canção que sai do coração angustiado, rompe muros, quebra ferrolhos de ferro.


E traz liberdade ao coração aprisionado pelo sentimento de perda da paixão significante.


O coração insiste em cantar, acredita na composição da partitura do querer e permanece de pé!






O Rafah ainda espera por teu carinho, pela ponta dos teus dedos.


Pelos acordes dos violinos do ser arrepiado, calado por esperar, por amar.


Pra tua mão sou a luva, e sobre teu rosto a chuva.


Tua toalha, teu guardanapo, tua folha de papel.


A ponta da caneta, que escreves, e espera na mesma vírgula pra recomeçar no mesmo ponto-final.

3 de dezembro de 2010

Tropa de Elite 3

Tem toalha na mesa, pão e leite
O jornal recém comprado, traz a notícia
Do que aconteceu, do que irá acontecer
A onda de informações levanta grades
Não deixa o pai de família sair de casa
para o trabalho, para o labor diário
Que traz honra e satisfação
A mente produz ousadia
Faz com que o pai de família saia de casa
Um beijo na esposa, um abraço no filho
A porta bate, o “Adeus fica”, e o “Deus te acompanhe” vai
Lá fora incertezas, concretos, barracos
Vielas, becos, escadas, a decida é perigosa
Ele insiste, ele vai... precisa ganhar o dia de trabalho
O morro está cercado, o filme “Tropa de Elite” ganha vida real
O pai de família continua, tem medo da bala perdida
De deixar seu filhos órfãos e sua esposa viúva
Descendo o morro ele se apega com o grande, com Deus
Faz o sinal da cruz, sua proteção
A polícia pacificadora está aos milhares
Armas são a proteção do filho do homem
Bandidos, traficantes, milícia do mal, fogem matagal á dentro
Uma mansão no meio da favela, o seio do traficante é encontrado
O pavor está no rosto do inocente, do sem culpa
Tiro após tiro, um corpo é acertado
Corpo de trabalho, corpo de honra, corpo que ama sua família
Um tiro, tira a vida, traz a morte
O pai de família não chega aos pés do moro
Não consegue concluir seu trajeto ao trabalho
Deixa seu lar, sua esposa, seus filhos
Deixa a dor, deixa a sede de justiça
Deixa interrogações, perguntas e perguntas
De onde saiu a bala que acertou o inocente?
Do traficante ou do militar?
Do que gera a guerra ou traz a paz?
O que se sabe é: uma alma foi sacrificada, sem nada dever
O que será de nós !
O filme “Tropa de Elite 3” está no ar.

1 de dezembro de 2010

Simplesmente leia:

1-2-3
Respire fundo...
Não percas a cabeça com a fala do insensato ou daquele que não possui freios na boca.

Um comprimido da palavra moderada é suficiente para neutralizar uma dor de cabeça desnecessária.

Alimente-se tranquilamente da boa ação, do sorriso no rosto, da brincadeira de criança.

É melhor tomar um copo de água da paciência do que refrigerante da ira acelerada.

1-2-3
Respire fundo...
Não é hora de parar, de freiar, de passar a borracha, de deixar pra lá.

Tens condições o bastante para atingir o topo, a torre norte das realizações.

Ainda da tempo de se apaixonar novamente, de ser feliz com o pouco, com a pequena fatia do bolo do amor à primeira vista.

Ligue para um amigo, ligue para a sua dor momentânea, dor que passa com um abraço apertado.

Mande um e-mail para a alma arrojada, que precisa de motivação para o dia, para cada amanhecer.

Corra pelos campos, suba as montanhas, colha flores, prove frutos da sabedoria eternal.

Estenda a mão ao que precisa, não humilhe teu próximo, teu amigo, aquele que te ouve sempre.

Invista na pequena semente, na semente de grãos, ela dá frutos de 100 por 1.

Ainda da tempo de muita coisa boa, eu pesso a você que aproveite o máximo do seu tempo com coisas boas, ocupe sua mente com o excelente, com o de boa aparência, e fuja sempre do coração mal intencionado, corra da víbora, do que tem pele de ovelha, mas não é...

Ainda dá tempo!






Healing Begins - Tenth Avenue North - w/lyrics

30 de novembro de 2010

*****
"Eu apenas escrevo, pois há vida em mim e por mais que eu esteja debilitado,
continuo a subir a escada à minha frente, a escada do seguir em frente.
Escrevo, pois é saída, é cola que liga minha essência com o invisível, com Deus.
Escrevo, pois há muita coisa dentro de mim,
e esse tudo em mim precisa ser compartilhado com o hoje,
 com o agora. 
No amanhã não existirá mais,
o que permanecerá serão grãos de um passado escrito,
confessado sinceramente.
Escrevo, simplesmente escrevo, pois há vida em mim, e há força em meus ossos. "

*****

Mais selos...

Como é bom começar a semana bem...
E essa semana eu ganhei mais selos, e sem sombra de dúvidas eles estão "Eternizados". A Carla do Blog - Tempestades e calmarias me presenteou e confesso que adoreiiii...

São estes dignissímos  selos:







Dedico estes selos pra aqueles sob o qual eu sou fã, e que eles possuem o alimento certo para o meu ser.


1. Ébrio por franco - "O cara é fera na escrita"
2."Enttreaspas" por Bibiana Benites - "Ela possui uma sensibilidade incrível"
3.O Universo de Nebadon por A. Luiz .D - "Ele é genial na escrita"

29 de novembro de 2010

Casting Crowns - If We've Ever Needed You (live)

No vagão.

Não sinto falta do teu cheiro, sinto falta de você
Na estação, na ligação
O trem me levou
Deixando a experiência de  lado
Descalço, com a mochila, os farrapos do meu ser, sem agulha, sem linha cortados estão e assim ficarão
Os bordados estão desbotados, só na fotografia lembro-me das cores que um dia existiram
Você um dia existiu
Nas mensagens instantâneas, na valsa da vida, na batida acelerada do coração
Eras, apenas eras, desligado em teu leito o meu sono no teu, anestesiado sem causa
Eu ainda velo por ti
na mesma estação, na ligação, esperando você desembarcar do vagão
e me surpreender com teu abraço e eu com meu cansaço
De te esperar, esperar e esperar, Talvez eu corra pra dentro de ti
e neutralize teus medos, e a felicidade será nossa guardiã

As rosas


---Eu te trouxe rosas hoje
Elas estavam pedindo para serem compradas pra ti
São vermelhas, escrevi com meu carinho no cartão
não foi por querer, e sim a insistência do coração
que ama e ama com exatidão
que em prantos implora pelo teu perdão


---Rosas são rosas?
Eu sei que elas mucham e caem ao chão
Mas não foi por precipitação, foi por querer está novamente contigo, minha canção
sabes que lembras uma melodia que compus
O teu olhar tem um brilho, tem luz
Pleno e limpo que amor traduz

Pena que você não aceitou minhas rosas
As rosas que eu comprei, agora pisadas no chão estão
você pisou no meu coração
É ele que está no chão
esmagado, insolado, rachado
Eu não sei se essa ferida se cura sozinha

Ah! bem presente que se foi
Pétalas e pétalas deixam teu rastro, teu perfume
O tempo se encarregará de consumi-las
E o sol de secá-las
Nem o bilhete você leu
Nem o meu coração se acendeu.

Rosas são rosas...
E suas pétalas dizem muito sobre você



O estômago da ação.

Há uma trava no estômago. O meu alimento não é mais levado à boca, e sem alimento a estrutura humana não permanece em pé, e logo cai, falece no terreno do querer. A solidez é o que me mantém pensativo e olhando para o futuro incerto.
O estômago de minhas ações necessita de:
Abrir as janelas da memória e curtir o resplendor do sol da felicidade permanente, aquela que nos segue no decorrer da vida, quando encontramos o sentido de viver!
Tomar uma xícara de café com um amigo distante, e se alegrar... rir, rir até chorar, são nesses momentos que descobrimos que o ouro e a prata não compram tudo, nem uma boa gargalhada, nem uma boa xícara de café.
Preciso da conversa desejosa, que não usamos as palavras, e sim os olhares atentos, esperando o clímax do diálogo contínuo na dosagem correta para o ser triste e de espírito nobre.
O meu estômago é exigente. Não quer o lixo da malícia, nem da paixão interesseira, muito menos o amor comprado pelo dinheiro do salteador, aquele que acha que nossos valores são negociados.
Meu estômago não aceita a gordura da altivez silenciosa e prepotente. Ele rejeita. Ele põe pra fora. Ele não ingere.

A ação que envolve o estômago, não é fácil de se enganar, pode ser boba, porém é esperta e tem astucia como antídoto contra o engano.
Um dia desses o estômago não estava bem, um alimento mal intencionado veio prejudicar, veio julgar, culpar, pelos erros já executado pelo órgão, Mas o erro já é passado, faz parte do que já se foi. Tanto o já usado como o executável são passados.
O estômago anseia na doce companhia inesperada. Na hora da visita ao que precisa. Do lenço que absorve as lágrimas de pavor do rosto da afeição carente e amável.
O estômago não é bobo, é nobre ao extremo para saber o que ingerir e permanecer nutrindo o corpo que caminha pelo caminho estreito.

Pensamentos

Eras um entre a grande multidão de pingos de luz – meu pensamentos bons. Em um espaço onde meu tudo era a tua escolha, teu destino, tua aliança. Mas a menina dos teus olhos não conseguia notar meu vazio por ti, então cai em minhas mágoas profundas, me despi de meu sonhos, e decidi viver em meus pesadelos.
Tudo em nada.
Nada na escada dos sentimentos contínuos.
Contínuo, pois a sensação de abandono é permanente, é um caixa forte, sem codificação, a punição é não ser notado por você entre os pingos de luz, no meu universo.
Não punistes meu coração o bastante?
Preciso ouvir, desesperadamente ouvir tua voz no meu celular. Tua voz me enche de esperança, não me canso do teu timbre, num tom social agradável, com modéstia.
Venhas antes que não sobre espaço mais para ti, para tua face, tuas lembranças, para tuas mãos. Somente uma imagem sem forma, sem traços, sem sentir, poderá tomar conta do espaço que era teu ou melhor era nosso. Por isso eu insisto em escutar a melodia do “até um dia” eu voltarei.
Estou em cadeias.
Entre em meu espaço e liberta-me, das ataduras do passado, do longe, do talvez.
Notei que eras um entre a multidão, que não existe mais, só o fracasso, de lado, com fragmentos da saudade permanente.

26 de novembro de 2010

Ela nunca deveria existir - Saudades.

No peito um sentimento, e a saudade estacionada aqui causa revolta, deixando a gente com a cara de quem acordou agora.
A saudade não deveria existir, causa dor interna e aprisiona o órgão que bate forte.
A saudade do amor perdido ou daquele que ainda nem aconteceu é algema, forte corrente da distância que marca nosso pulso. Deixando em nós sintomas de nunca mais vamos nos vê.
Sabe de uma coisa a saudade tinha que ser banida da estrutura humana. você não concorda? Eu prefiro assim.
Ela vem da perda, da distância, do longe, do nunca mais, da partida, do talvez, do arrogante coração que não se entrega de vez a uma paixão, mesmo que escondida, prefere nunca tentar.
Procurei no dicionário o teu significado  e achei :
"Tu és a ausência do amor, a distância já perdida e a solidão bem presente."
Pra mim és a madrasta da companhia arrojada, sempre calma, sempre amada. Que nunca saberá o valor das mãos unidas com o tempo.
Ela me pegou de jeito agora...
"Saudades, doce saudades de ti. Minha amada, meu jardim."
"Tudo estava em ti, e eu perdi."
Apenas sinto saudades do que já se foi, e não volta mais, como as águas. Como o primeiro voo de um pássaro. Como a primeira volta de bicicleta. Como o primeiro relacionamento.
Tudo se vai, como o vento sem o teu alento, e o que permanece é a dor, o pavor e novamente o coração está sozinho do lado do frio, lembrando com saudades do arrepio, do primeiro beijo que dei em ti.

.::. Run To You.::.

25 de novembro de 2010

Voltando a cantar na chuva.

Em nossa jornada nobre é muito bom andarmos em uma explosão de alegria, e quem dera que fosse sempre assim, porém somos bombardeados pelo inevitável. Pelo choro incontrolável. Pela vontade de Sumir e calar a voz...

Então passando por esses momentos aprendi quê:

"Em cavernas é que sonhamos mais alto, e sonos solitários é onde habita a verdadeira paz.
Nos vendavais é que as ideias voam e atingem a criatividade.
Nas  escadas do sentimento, o melhor é não olhar para trás, porque  no próximo passo podemos dá de cara com o amor!
São nas tempestades que somos convidados a andar sobre as águas.
É na arena que nascem os grandes Gladiadores, e que se mata um leão por dia.
Quando temos o antídoto da mão estendida ao próximo, nenhum veneno da víbora orgulho nos mortifica.
Quando a camiseta do êxito está molhada de suor é sinal que deixamos a preguiça de lado.
Na hora em que os ponteiros do relógio do solitário marca a palavra "Sozinho", o amigo bem presente oferece um abraço - poderoso abraço que nos liberta.
Que voltando a cantar na chuva, percebemos que a rouquidão é apenas um detalhe entre os sons dos pingos da garoa.
Na mesa do insensato pode não ter o pão, mas no coração do necessitado há multiplicação.
São nos caminhos espinhosos que aprendemos a usar a sandália da superação.
Dando valor ao pequeno, e quando tivermos o muito dividiremos sem preocupação."

Se estás passando por tormentas - cante!
É nas chuvas que encontramos a sonoridade perfeita. Em quanto você canta  a chuva lava sua alma!
Aprenda com os momentos de terror.
Caminhe sem temor, exale confiança e vença... como todos os indesistiveis vencem!

O segredo?
Volte a cantar na chuva... e me conte depois...

I'll Wait For You - Michael W. Smith

24 de novembro de 2010

A criança e seu castelo.

Sentado nas areias do pensamento, uma criança admira as ondas que vem e vão. Ela é muito pequena para saber o porquê das coisas, mesmo assim não se reserva a admirar o vai e vem das grandes ondas. Ela chega mais perto das águas. Começa a construir uma pequeno castelo, ela gostaria de morar sozinha em sua obra de engenharia, mesmo sozinha ela insiste. Pega seu balde, sua pazinha e começa a edificar uma morada para si. E assim o vez, levantou um grande castelo de areia – que aos olhos do adulto era pequeno.
Após algumas horas, a criança adormece. Como o dia estava com muitas nuvens no céu, ela adormeceu. Estava protegido em seu sonhos, o pequeno ser se contentava com o pouco. De repente uma brisa soprou sobre o corpo da criança, que despertou. Percebeu que algo não estava no mesmo lugar, a seus olhos o grande castelo não estava em pé. As ondas haviam levado os sonhos da criança. Haviam destruído horas de criatividade, de zelo, de carinho. Sentado na areia com os braços cruzados uma lágrima rolou na pequena face, na rechonchuda face do ser pequeno. Na quela hora dava uma dor imensa no peito ao ver a criança desamparada, sozinha.
Ela não tinha mamãe,
Ela não tinha um lar,
Ela só possuía uma peça de roupa,
Tudo que ela tinha era as areias da praia dos pensamentos, e agora aquele imenso mar que a divertia nas tardes de Outono, agora tinha levado sua habitação, sua casa, seu tudo.
Algo não está mais no mesmo lugar, o coração da criança.
Sem ninguém para ajudá-la ela chora, soluça e chora, com fome chora, pois percebeu que não tem afeto, que o mesmo céu azul de todas as manhãs é o mesmo que chove sobre ela. Que o mesmo sol que faz seu dia mais luminoso, é o que queima sua frágil pele de criança. Sendo assim ela chora. Esperançosa chora, sem o papai, sem a mamãe, sem você.

Será que você leitor pode abraçar a criança?
Doar seu lenço à ela?
Repartir teu pão diário por ela?

Algo não está no mesmo lugar, não é?
Podes amar o pequeno ser?
E ajudá-lo a construir seu grande castelo longe das ondas que vem e vão?

Algo não está no mesmo lugar, não é?
Eu te amo!
Espero por ti, preciso te encontrar,
Tua sombra ainda habita aqui...
Na catedral, no meu santuário, no meu vitral
Tua imagem em cores, nos sabores, na entrega
Tua sombra eu sei que está!

23 de novembro de 2010

Jay Vaquer _ Tal do Amor (com legenda)

Mudarei por ti.

Preciso mudar, pra valer mudar,  ironias me afastam do que verdadeiramente amo, do que procuro e não consigo encontrar, já procurei nas gavetas, nos armários do meu subconsciente. Já perdi. Já era. Não existe mais.
agarrado as diretrizes do que é falho, não consigo me reconstruir, por isso clamo por restituição, clamo como se a casa pegasse fogo, e eu estivesse cercado pelas chamas, pelos problemas, pelos olhares.
Preciso mudar, sem reservas amar. Caminhar na praia do teu ser, e correr, me perder em tuas areias, e agarrar, sentir o cheiro dos teus cabelos encaracolados.
Menina morena, meu coração manda recados pra ti todas as noite... e não tem retorno, não tem respostas.
Até quando machucará meu tolo coração? Ah, Morena! deixa eu te amar. sei que sou básico pra ti, e que é o excesso pra mim.
Mudarei, te amarei, renunciarei o mundo por ti, minha arrogância,  meu orgulho, sem apuros... tudo, tudo por que preciso que me ajude a manter meu caminho, sem espinhos, mas com arrepio que só teus beijos podem trazer ao meu corpo desprotegido, com suspiro.
Morena... és flor, as águas te querem, não fujas de mim...
o coração pede pra te amar...

Segundo Selo do Eternizado! - Muita Festa...Pessoal

É muito bom quando as pessoas investem na gente, gente como eu muito simples, porém indesistível. E hoje fui generosamente reconhecido pelo blog Ébrio, ele me indicou um super selo " Blog Amigável. Fica marcado aqui minha gratidão e meu zelo, e um abraço fraternal, pois amigos são tesouros da eternidade.


Olha o selo Etenizado:


"Este selo é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras."

Agora é hora de honrar alguns blogs sob o qual eu me alimento diáriamente, o certo seria eu indicar 10 blogs, porém apenas 05 tem preenchido meu vazio. Sendo assim indico:

1. Molhe-se por Anna Agarriberri -" Menina que escreve num tom que toca"
2. Preciso me expressar por Carla - "Linda Carla"
3.More Than Words por Guilherme - " Ele tem um ponto de vista direrenciado"
4.Nara por Nara Cabral - "Quando posto, ela sempre chega primeiro e comenta"
5.Gadê por Gadê - "há todo instante tem um novo post dela, amo lê-los"


Desta forma, fica aqui eternizado em pingos de luz minha gratidão por vcs virem sempre ler meus textos, minhas loucuras, que muita s vezes só eu entendo... rsrs

Um abraço fraternal,
Rafah!




22 de novembro de 2010

Meu querer sem ação.

Na imensidão de perguntas, minha cabeça está devagar, com preguiça de pensar. Apenas tenho uma meta, aproveitar a oportunidade e te amar, te massagear e te amar, te beijar e te amar. Ziguezagueando na planície do bem estar, e do querer em particular.
Minha garganta não produz as palavras certas, quando estou com você.
Minha mente está concentrada na tua imagem, rosto do quero ficar com a dose do abrigo perfeito.
Não tenho palavras quando estou dialogando com a tua voz, não tenho ação quando vejo tua foto. A estação insiste em nos separar, em deixar você ai, e eu ficar com saudades aqui, minha forma de presentear teu coração é depositando meu carinho na urna a tua afeição, com resultado sem opinião, camuflado no desejo escondido nas entranhas do amor perdido que só gera em nós um arrependimento tolo que carrega as ideias de lâmpadas apagadas. Tiro o chapéu para tua felicidade, ela faz com que a vida flua como riacho na memória do continuo. que faz com que o peito sofra sem a causa exata, nem o porquê respondido.
O meu querer não quer outra pessoa, não quer comparar com sua ausência com minha infelicidade, não quer comprar briga sem razão aparente, não quer neutralizar teu sentimento de amar.
Quer amar com carinho, e o carinho quer amar com o querer. Faça-me um convite, tenho certeza que a alma que te ama dirá sim, e se renderá.
Junte a tua mão a minha, segue firme sem reservas, minha alma te quer, com toda força contida nela, sem restrições, sem reservas.
Não posso dizer que não te amo, pois por menor que essa partícula seja, faz parte do amar, do corpo quente e do ser em chamar. Do lugar perfeito e da simples entrega, que os lábios deixam, que o gosto penetra.
Eu te quero, com pão ou sem o não, um sim por ação. Não troco teu beijo por nada. Mesmo num tom desafinado eu te amo, os meus ouvidos já se acostumaram com timbre no celular, nas mensagens instantâneas, do dia que virá, em que eu poderei te encontrar... e reconhecer tua face na multidão, na estação. 
Consigo ainda sentir os meus pés - continuo correndo, rumo ao alvo escolhido.
Com olhos bem abertos - enxergo focos de Luz, meus pensamentos, meus sonhos, meus ideais.
Com mãos levantadas - entrego-me, rendo-me ao feliz, ao improvável.

Histórias para dormir - A ovelha Graça.

“Cuidado, não faça aliança com teu inimigo”


Em um vale de verde esplêndido, onde os lírios nascem em sua plenitude habita uma pequenina ovelha. Seu nome traduz favor, seu nome é Graça. Ela era a única do vale, a única de sua espécie, ela era preciosa. Branca como a neve era a sua suprema qualidade, era seu diferencial, e ao mesmo tempo era sua simplicidade. Sozinha. Sem abrigo. Sonhava em escalar e subir as altas montanhas do “Futuro vindouro”, pois ouvira nas histórias antigas do “vale da decisão”, que atrás das montanhas havia um aprisco, e neste imenso aprisco as ovelhas não corriam perigo, tinham boa alimentação e proteção do “Grande Pastor” de nome Aba*. Graça sonhava com esse dia. Graça tinha medo de se sujar. Graça não conhecia as dificuldades, por isso habitava entre os juncos de lírios, a beira do rio do descanso oportuno, ela tinha tudo para ficar acomodada, e assim o fez. Ela tinha um sonho como qualquer animal do vale da decisão, mas achava em seu coração dificultoso e fadonho lutar por eles.
Graça era muito vaidosa, e de fato era agradável aos olhos, o Velho Tempo com toda a sua sabedoria a chamava de resplendor, por que dizia ele, que quando via Graça caminhado por entre os lírios, era como um pedaço de algodão com luz, e o Velho Tempo amava o resplendor. E já tinha feito um pedido de casamento para a pequenina ovelha. Ele disse certa vez: -Casa-se comigo Graça, te farei imortal e habitarás no vale para sempre, porém a ovelhinha recusou o pedido do velho. E disse em voz alta: - Tu és velho demais para mim. Graça era acomodada, pensava apenas no tempo presente, como era ingênua sempre ia pedir conselhos a astuta serpente, de nome Altivez. A serpente queria devorar a Graça, mas a boba ovelha não percebia as artimanhas da víbora. Não
sabia que tudo o que a serpente queria era provar sua carne. Em um dia desces, a ovelha acordou como de costume e saiu para ruminar uma deliciosa porção de capim com orvalho, ela não sabia que seu dia seria marcado pelo coração astuto, porém mal da víbora. A serpente que não dormiu a noite, fez um buraco no solo macio, que caberia uma ovelha, a Graça. Seguindo seu caminho tranquilamente, Graça foi surpreendida pela emboscada bem arquitetada da serpente que já estava à espera da tonta. Ela caiu como planejado, pensou a astuta serpente, que não quis diálogo com a ovelha, sendo assim Graça foi devorada pela amiga-da-onça, na verdade Graça foi devorada pela sua tolice, fez aliança com o inimigo e não sabia. E junto com ela foram seu sonhos de escalar as montanhas e de conhecer O Pastor, de conhecer Aba.



ABA: em grego significa Pai*

Texto retirado com permissão do Livro - Crônicas Eternais - capítulo12 - pág 1.769
Ed. Fragmentos 

19 de novembro de 2010

Antes de dormir...

Ainda penso em tudo antes de dormir.
Faço minhas orações e pesso a papai do céu que te guarde do mal, do ruim.
Acredito que uma simples prece noturna, trás calmaria no dia seguinte, fazendo com que a dor do peito passe depressa, ligeiramente.
Ainda deixo a janela do meu quarto aberta, acredito que a brisa da noite refresca o quente, levando consigo o perdido, o ontem.
Ainda olho para o céu negro com estrelas pontilhando tua imagem, teu sorriso... faço preces ao céu.
Lembro-me de tudo antes de dormir, do ardor, do espinho, do tapa na face, do desprezo, do inesperado.
Recordo-me antes de dormir do dia que passou, do tempo que findou, das palavras que foram proferidas e não voltam mais, ficam no esquecimento do ser machucado, do maltratado, do beijo molhado na partida rápida, sem espaço, sempre descalço.
Repito as mesmas frases antes de dormir, falo sozinho com meu pensamento adormecido, ele me deixa falando sozinho; de vez em quando ele desperta, sem forma, vazio.
Alta madrugada... os ponteiros se estacionaram, na garganta, na voz, no fôlego.
Vejo você antes de dormir, do mesmo jeito que sonhei na noite passada,

18 de novembro de 2010

Uma estação - Meu interior.

Meu coração estava acelerado naquele dia, não sabia o que se movia, se era o trem ou meu interior aguardando o nosso encontro, o nosso olhar. Eu confesso que meu coração dizia pra mim que era você, mas como não sei ler o coração alheio, não sei dizer o que dizia teu coração.
Perdido estava em minhas emoções mais profundas, por isso não conseguia me expressar da melhor forma, estava anestesiado, alegre. Tinha encontrado uma possibilidade. Tinha encontrado um motivo para forçar meu coração á sorrir de mim. Há pulsar dentro de mim.
Dessa vez a trilha sonora foi diferente, havia acordes de flautas oitavados com suspense, com mãos tremulas e suor excessivo. Ingredientes do tal do amor. Eu estava parado em mim, você em movimento pra si, de lá pra cá a sonoridade aumentava. Na estação do meu interior. Naquele momento tudo parou. Você era real o suficiente, o que era lenda ganhou vida, saiu do ouvir falar e se materializou no prazer da companhia bem esperada.
Estava com medo do escuro, porém estavas ao meu lado, tocou em meus ombros.
Naquele encontro eu não precisava da voz, do toque, nem das risadas, somente precisava olhar pra ti, saber que estava ali.
O encontro do perto com o longe. Da estação norte com a estação leste. Da mochila com o óculos escuro na mão. Do pouco e do tudo. Do normal com o belo. Naquele encontro eu tinha encontrado uma das melhores flores do jardineiro, sua essência, suas pétalas, sua fragrância eram diferentes. Eram de uma boa colheita.
Eu descobrir então...
Que o teu colchão é o melhor colchão que existe. Que o teu edredom é o mais macio, e que não precisava de mais nada, somente daquela noite que passamos juntos.

Obrigado por tudo...ainda há possibilidades...?

Esquecimento.

Tenho que confessar algo à respeito de mim, ou melhor um detalhe sobre minha personalidade que é particular e só minha. “Eu me esqueço muito rápido das coisas”.
Eu me apego muito aos pequenos detalhes, até aí normal, porém em determinados momentos eu me esqueço das faces, dos sorrisos, dos gestos que mexem com o coração, e deixam na mente a gravação de um longa metragem. Eu luto com toda força em mim para não esquecer, tento não esquecer. Já esqueci, é tarde demais.

Esqueço-me do velho, do desgastado.
Esqueço-me do grave, do inaudito, baseado na frese: “Esqueço para sobreviver em um mundo
desigual e desumano!”
Esqueço-me das ideias, das frases elaboradas de ultima hora.
Esqueço-me da fábula que contaram pra mim quando ela inocente, quando era gente.
Esqueço-me da rua, da avenida, da estrada estreita que me conduzia rumo a duas madeiras cruzadas, que fazia-me chorar em soluções imediatas, em respostas demoradas.
Esqueço-me do farrapo, da escrita simples, dos bilhetes que recebi de Manoela, quando o amor bateu em minha porta pela primeira vez. Era verão.
Esqueço-me da Sala de Porta Azul, aquela onde ouço os belos acordes de piano, Apenas meu Eu.
Esqueço-me do carente, do que dorme na rua em dias de inverno, do que sente fome, do que ronca a barriga.
Esqueço-me da trilha na floresta, das pisadas fortes entre as folhagens, naquele imenso jardim, onde você me visitava na viração do dia, tenho saudades.
Esqueço-me da tua voz, da tua canção, da tua respiração.
Esqueço-me do passageiro, do ultimo lugar, dos primeiros aplausos, quando conclui minha obra prima, quando soprastes em minhas narinas o teu alivio com aroma de vegetação nativa, de campos verdejantes.

Já é tarde demais... já esqueci.
Choro porque esqueço.