29 de novembro de 2010

O estômago da ação.

Há uma trava no estômago. O meu alimento não é mais levado à boca, e sem alimento a estrutura humana não permanece em pé, e logo cai, falece no terreno do querer. A solidez é o que me mantém pensativo e olhando para o futuro incerto.
O estômago de minhas ações necessita de:
Abrir as janelas da memória e curtir o resplendor do sol da felicidade permanente, aquela que nos segue no decorrer da vida, quando encontramos o sentido de viver!
Tomar uma xícara de café com um amigo distante, e se alegrar... rir, rir até chorar, são nesses momentos que descobrimos que o ouro e a prata não compram tudo, nem uma boa gargalhada, nem uma boa xícara de café.
Preciso da conversa desejosa, que não usamos as palavras, e sim os olhares atentos, esperando o clímax do diálogo contínuo na dosagem correta para o ser triste e de espírito nobre.
O meu estômago é exigente. Não quer o lixo da malícia, nem da paixão interesseira, muito menos o amor comprado pelo dinheiro do salteador, aquele que acha que nossos valores são negociados.
Meu estômago não aceita a gordura da altivez silenciosa e prepotente. Ele rejeita. Ele põe pra fora. Ele não ingere.

A ação que envolve o estômago, não é fácil de se enganar, pode ser boba, porém é esperta e tem astucia como antídoto contra o engano.
Um dia desses o estômago não estava bem, um alimento mal intencionado veio prejudicar, veio julgar, culpar, pelos erros já executado pelo órgão, Mas o erro já é passado, faz parte do que já se foi. Tanto o já usado como o executável são passados.
O estômago anseia na doce companhia inesperada. Na hora da visita ao que precisa. Do lenço que absorve as lágrimas de pavor do rosto da afeição carente e amável.
O estômago não é bobo, é nobre ao extremo para saber o que ingerir e permanecer nutrindo o corpo que caminha pelo caminho estreito.