10 de fevereiro de 2011

Tentando falar sobre felicidade...

A felicidade é um conjunto de sentimentos mais prazerosos que existem. É um sol de demonstrações. Uma chuva de emoções. E o mais fantástico de tudo isso é que ninguém pode tampá-la com a peneira, nem ofuscá-la de nós, blindado assim de tal afeto, considero-me privilegiado, absolutamente bem servido, do tudo, de todos. E com o passar dos ventos, a mente do desprovido de felicidade não se contenta em ver ninguém feliz, e assume seu papel de medíocre, achando que jogando areia poderá enterrar tal sentimento nobre de dentro de nós. Aí levanto bem alto minhas mãos e digo: Sou bem mais que a tua inveja! E quase de apto me renovo. Renovo tudo ao meu redor, renovo cada letra, cada sílaba, cada palavra, descubro dentro de mim que sou frase, que sou livro. Sou romance a ser vivido!

Alma: Mas de onde saem os momentos de plena felicidade?


O ser responde: Eles são gerados nos momentos do esquecimento da dor, quando trancamos as lágrimas, quando colocamos as mãos nos ouvidos e não ouvimos os gritos das circunstâncias. Quando nem notamos as migalhas da indiferença. Quando encerramos o capítulo fúnebre, e sorrimos.

Alma: A felicidade já vem pronta?
O ser responde: Não, ela e formada e buscada por nós mesmos, é quando você minha alma aprende que nem tudo está perdido. Se sabe bem sabendo que as mãos aprendem a receber do que não tem mais jeito, os presentes da voz próxima, da compreensão. Temos que buscá-la, temos que agarrá-la, temos que abraçá-la, como se a casa estivesse pegando fogo, pois, ela existe, é preciosa!

Alma: Em que episódio do cotidiano ela de manifesta?
O ser responde: É preciso está atento, levantar os olhos e enxergar. É quando as mãos se unem, os lábios dos apaixonados  se tocam. Quando dividimos pão de mel, quando viramos criança, quando crescemos, quando abraçamos o próximo, quando esperamos um galera chegar, e nem se preocupamos com o horário. Quando risadas alcançam o peito do angustiado, escalando nele uma montanha de insegurança, fazemos a diferença lá. E como Picasso desenhamos formas retangulares, no coração do amigo. É como uma mãe. É como um pai. É como todo fragmento de acontecimentos que deixam aquela sensação de quero mais, sabe... Tudo isso e muito mais.


Por isso minha alma, tu és privilegiada ao extremo, e cativa-me, e excita -me em verdades. Decifrando-me em contagem regressiva, uma a uma, dizias de um vez ao pé do ouvido que anseia por tudo isso e muito mais. Enxerga em mim a real necessidade. A felicidade criada em mim é melodia fraternal, é pedaços de papel bem escrito, algodão doce do céu. O atrito dos olhares, combustível. Felicidade é o que tua personalidade pode me oferecer, é óleo sobre meu corpo. Felicidade na viagem, na ida de um lugar para outro, no desejo de alguém, da estação que se foi, nos vagões, no turbilhão de ideias para saltar de avião, quem sabe se voando alto eu esqueço de tudo, esqueço do medo, e me agarro ao feliz, ao sorriso. 
Há você novamente!