16 de fevereiro de 2011

Pensamentos de uma varanda envelhecida.

[A velhinha bordava e pensava ao mesmo tempo em tudo o que tinha vivido. em sua longa colcha de linho fino ela bordava, ela escrevia com a linha cor da vivência e cantarolava...]





"O adeus é para finais tristes.
A porta fechada é para que ninguém entre.
O celular desligado é para não ouvir mais a tua voz.
As roupas no varal do hoje é sinal que está tudo limpinho
A chaleira vazia é para você não saborear o chá da vida plena.
O choque na tomada é para te acordar para a realidade.
O aquário sem água, revela que não teremos peixe.
Na prosa do vamos vê não saberemos quem será realmente feliz, teremos que esperar.
Na corrida se perde líquido, se faz cansado, é preciso repor.
Não se entrega a chave de casa a qualquer um.
Não se esconde na claridade.
Turbina-se a vida com coisas boas, fatos explicáveis.
joga-se o que não necessitamos mais, e seguimos em frente, na conquista, no alvo.
Só escreve poesia quem acredita em um novo mundo, no amor!
No placar da vida, é notado quem se torna servo.
Só é digno de escrever um livro quem tem história.
Começo, meio e fim do entusiasmo presente.
Cair de um prédio de aquisições mal elaboradas e saltar na cama elástica do " Até que fim Livre".
Sem medo de ser feliz ainda se escreve cartas.
Ainda anulamos e-mails.
Tomamos o trabalho do Haker, e modificamos sem autorização o  software do coração alheio, e nem se importamos com a reação em cadeia que isso pode gerar. Caímos num erro absurdo. Viramos máquinas.
Só colocamos um chaveiro para não perder um objeto que abre possibilidades.
Só juramos quando realmente queremos.
Escalamos quando queremos chegar lá em cima.
E fechamos os olhos, pois no escuro conseguimos nos conectar com o invisível.
Apenas acreditamos, e isso é o que nos motiva a prosseguir.
Estar do lado de lá e vibrar com as palmas, com a vida circulando em nossas veias.
Apenas tentamos ser felizes de alguma forma. Um molde perdido no amanhã vindouro, coberto de incertezas. Probabilidades erras. Mas, no coração a certeza que o Sol querendo ou não vai brilhar novamente."




[A velhinha era a vida e em sua varanda envelhecida ela escrevia... com a mesma linda, com o mesmo entusiasmo.]