11 de fevereiro de 2011

Flores.

Vai ver pra onde quiser, suspiros. As pétalas ainda circulam pelo chão, e a ansiedade de ter por perto seca por dentro a respiração, embargando ainda mais a voz que soou um dia. Pego meu fone, seleciono uma música predileta no celular, eu simplismente viajo. Eu quero que saiba que cresci bastante, não sou mas menino. Já sei beijar, já sei o que é o amor. Me deixa ficar novamente, pra relembrar que as pétalas são a única coisa que me restou. Pra saborear no paladar do passado, nos quadros, nos porta-retratos, ao lado da vivência.
As flores que te comprei continuam sobre a mesma mesa de antes. E olho todos os dias no calendário, e você não vem mais. Flores não duram pra sempre, água não permanece parada, evapora-se, se some. e vejo isso agora, quando acordo e não te tenho, quando desperto, logo adormeço, na esperança de um dia poder te tocar novamente, e te oferecer flores.