24 de janeiro de 2011

...o primeiro beijo...

Lembro-me perfeitamente da escada, das mãos tremulas, da voz embargada.
Do meu olhar inseguro que cobria tua visão apaixonante...
E naquele espaço de tempo, o mundo lá fora parou de girar, as cenas foram congeladas no agora, eu apenas ouvia as batidas do meu coração, eu conseguia ouvir tua necessidade, tua ansiedade.
E aconteceu o primeiro beijo, o roteiro perfeito, a cena correta. Naqueles nonos segundos eu viveria com você pra sempre, na eternidade. É engraçado, mas consigo lembrar de todas as cenas, do carinho, da tua atenção, do chiclete de menta, da caneta que escrevia nosso destino.
Lembro-me dos pingos de luz, eles... uma à um caíam sobre nossas cabeças, sobre nosso ser inocente, porém convicto da satisfação necessária que meu interior precisava.
O teu nome é carinho.
O seu ser é saudade.
A tua cruz é ter me deixado, deveria ter ariscado, deixado de lado o medo, a insegurança.
E ter se lançado nas águas, nos meus braços...
E ter escalado, explorado o meu afeto, resto à resto, no teto da alma. Da noite escura. Do peito que se apaixonou um dia, da boca que beijou pela primeira vez.