8 de janeiro de 2011

É você mesmo?

São tuas mãos?

Ainda tens o mesmo coração?

E essas rugas?

Quem te machucou?



Aprecio em ti, aprecio tua vivência

Vejo que ainda guardas tudo na mesma caixinha

Pensei em mim- como consegue guardar tudo ai?

Quem diria?



Não perdestes a mania de olhar no fundo dos olhos

Usas teu All Star de cano alto, como sempre tens bom gosto

Tens em ti a vivência de uma vida inteira

Que não te ensinou a andar com a roupa passada e insiste em se manter amassada



Sei que ainda és papel, e eu continuo sendo caneta

A vida está dando continuidade a nossa história

As reticencias continuarão, escrevas... escrevas...

Carícia, suor, beijos acessos em noite escura, és minha cura



Mesmo depois de tantas guerras e desertos

Continua sendo pra mim a mesma pessoa, o mesmo amor!

Ao invés de amargura, doçura ao falar

Ao invés de distância, uma ponte – a vida trás você de volta pra mim



Mesmo com rugas, o meu amor por ti é o mesmo

Não quero tuas pérolas, quero teu afeto

Moedas de ouro não quero, quero a riqueza de tua essência

De teu semblante, de teu sorriso simples que contagia

O que vê?

O que trazes?

O que buscas?

O que te saciará?



Eu nunca tive essas respostas

Nunca consegui te decifrar, és uma interrogação pra mim e sempre será

Um mar, um ponto, uma imensidão

A vida te trouxe mais uma vez pra mim, você é o amor!