25 de janeiro de 2011

Mais um desabafo - lado solitário.

Subitamente anseio pelo beijo, pelo momento, pelas frases de correção que animam meu coração.
O telefone toca não quero atender, pois posso me surpreender, meu ouvido poderá arder, e não terei respostas, os argumentos passarão longe, não se sentarão em meu sofá antigo herdado da vovó, das rugas do passado. Devo estar ficando louco, falo sozinho comigo mesmo e tento animar os meu lábios que a muito tempo não sente o calor dos teus beijos, já a saudade, esculpe em minhas mãos o teu nome que é sagrado pra mim, que é fundamental em mim, para minha existência se eternizar nas páginas do amanhã. 
Dá-me asas pra voar.
Dá-me ouvidos para ouvir os teus cantos.
Dá-me teu corpo como sacrifício de entrega novamente.
Absolutamente procuro, não tenho. Eu corro, percebo que tudo está longe demais. Eu escrevo e não consigo terminar, concluir é uma tarefa difícil, é atormentador!
Coloco o fone no ouvido, só assim pra não ouvir tua opinião, pra não voltar a trás. A casa ainda está de pé, é um barraco, de papel, de retalhos, de restos não digeridos com o tempo, com a lembrança.
Calo-me, isso é mais um tom de dor que acelera minha respiração, é mais um acorde na melodia do dia seguinte, do deitar melhor, do tormento sem ideias. E as janelas continuam abertas no meu lado direito, o lado que você apareceu, o lado que você fugiu, deixou de lado, zombou de mim, do meu eu...
Eu me reconstruo diariamente, exatamente no extrordinário, no cenário do escondido, do camuflado, do extasiado, do inesperado, do convicto, do altar de veneração falida. Já que o dia não terminou vou continuar no sofá, assistindo o conteúdo exaltivo da TV, do ver e não poder ter, das risadas sem proveito algum, dos choros que só alimentam a angustia, a depressão. 
Eu estou vivo ainda, meu coração ainda bate. respiro fundo e continuo. 
Eu vou esperar pelo teu beijo novamente. pela tua frase novamente, pelo teu respirar em mim.