31 de janeiro de 2011

Colocando o lixo pra fora...

E se foram todas as forças, só me resta uma decisão, isso me deixa tropeçar bem devagar, com alteração de humor, de esperança a fé, de angustia a feridas. Vejo-me em uma mesa redonda, o cheiro de café  é aromatizante, cheiro de vida, que me angustia em minhas páginas. No embolorado das cortinas não tem cheiro de perfume, do limpo. O perfume que me deixará.
"Eu fui o que não queria ser, coloquei máscaras em meu ser, na gaveta com chaves perdidas, na numeração, na agenda do ano passado. Procura-me nas trancas de ferro do teu corpo, eu estarei lá, sou tua mordaça. Não te deixarei por um pedaço de pão, tenho te gravado sobre a pele, com tinta, com água."
Tô escutando música agora, me dizeram que a música é a melhor das saídas, acredito que sim, aliás, acredito no novo, no sabor, no aroma. Muitas vezes acreditei no falso, no religioso, no veneno da víbora, eu era inocente, por isso caí em alguns laços, ainda bem que sempre aparece uma tesoura para cortá-los. Hoje em dia mordo minha maça, fecho os meu olhos e me direciono ao meu lugar secreto. Tinha me esquecido de como é bom ficar por lá de vez enquando. Aprendo por lá que decisão é como se eu derramasse um copo de água num oceano, é tão incerto! É problemático! somos agarrados pela corrente da espera, pelo peito rasgado, pelo espírito conectado, pelos fardos. E de tanto penar me desfaço, no baralho, no respaldo.