28 de janeiro de 2011

Enchente

Uma mulher
Sofrida mulher
Corajosa mulher
Trabalha muito, é diarista
Precisa sustentar seus 4 filhos pequenos, em idade escolar
Não teve muitas chances na vida
Tudo que ela possui foi com muito esforça e perseverança
Sem ajuda de marido, de homem
Sobre um terreno invadido construiu sua grande casa, seu palácio
Para a sociedade seu lar é um nada. mas pra ela é uma riqueza só
Todos os dias ela luta
Todos os dias ela mata um leão
Sobe morro e desce morro e de lá pra cá se vai
Próximo de sua casa, há um corrego
Nesse verão eles não esperavam
Uma chuva no céu se formava...
Mas pra que se preocupar né governantes, é apenas uma chuva de verão, logo passará
e o toró cai, o céu desaba, a água sobe, os trovões soam
em menos de uma hora tudo que foi construído em uma vida se vai
Se perde
A água cobre, água barrenta, água contaminada, água da morte!
As crianças não conseguem fazer nada, salvar nada
São levadas por moradores
A mãe estava desesperada
, atormentada... ela perdeu tudo
Roupa, comida, suas conquistas, sua vida, seu suor



Cadê o Cara que pede voto? cadê o cara que toma cafezinho nas eleições?