23 de março de 2011

No teu sentido...

Em uma praça de sentimentos eu te localizei a dedo. Escolhi-te entre os olhares. Eu te busquei. Achei - te.
Conduzir-te junto a mim, e nas conversar nos encaixamos lentamente o coração foi cedendo espaço, no hoje, no agora.


E nesse tempo presente o peito implora e ao mesmo tempo sussurra – que bom que te encontrei.


Naquele parque não havia tempo o suficiente para expressar o tamanho da satisfação do coração, da alegria e expectativa.


Era como no primeiro encontro que de fato era. As tintas se misturaram, o pintor estava inspirado. Não tinha se quer um contorno aparente, um rabisco se quer, era tudo de primeira, as pinceladas, os beijos sinceros.


Notei então, que tinha você em meus braços, na pintura certeira, na ponta do pincel tinha você no peito, guardado nele, num cantinho que só a gente sabe que tem.


E lá no profundo fixei teu pôster em minhas paredes, pra te ter bem perto, pra te abraçar quando a saudade apertar.


Escondo-me em baixo do cobertor e em meu sonho tranqüilizante te encontro perfeitamente, no lugar apropriado, na realidade escondida.


E em cada cena um novo acontecimento, uma lata de refrigerante aberta, um gás pra alma. Nas diretrizes eu caminho com você nesse teu jeito divertido, no sorriso, em cada traço teu.


Faze-me feliz de vez, nesse compasso, lado a lado com a vida, do lado que a gente gosta. Do lado da paixão fumegante, dos lábios que se encontram no escondido, nas preces, dos esboços!


A tua fumaça me consome e ao mesmo tempo me retém, me aprisiona mais e mais na tua figura, no teu entusiasmo característico teu, em forma de livro, em forma de “novo”.


Em cada chocolate ganhado uma emoção, são pontos que você adquire do meu Eu, da minha vontade.


Eu apenas te peço uma coisa, me ame mesmo assim, me ame com o teu amor, me ame como nunca amou outra pessoa, me ame com respeito, me protegendo. Pois pra te ganhar tenho que ter teu coração, e pra ter teu coração eu preciso ter o teu afeto, tendo o teu afeto, terei simplesmente você, no mesmo parque, no mesmo banco, no meu ser.