11 de março de 2011

Coisas do amor...

Poderia está frio o bastante, o ar poderia até faltar, me sufocar.



Não teria por que não perder minha cabeça por você, minha paixão,
meu anseio particular.


Secreto assim, guardado em mim. Na procura costumava te observar de longe e sonhar com você bem perto, do me lado, no sentimento uníssono, na reverberação da sinfonia leve.


E dos flocos de neve a melodia que falta, que completa no silêncio de duas vítimas, eu e você.


Já esqueci tua chave no sofá da memória repentina, já ilustrei em teu caderno de desenhos os meus afetos por ti, já sorri.


Na covardia me recompus, introduz a aquarela, a macha de molho de tomate, apreciei tua convivência, a inadimplência da solidão, do par, do padrão.


O teu gosto, nos lábios, em cada célula, em cada gemido, no atrito, no lugar correto.


Em mãos o pulsar, cada Tum-tum, cada fragmento eternal de vida, de capacidade, de ter.


Já evoluiu. Já se ampliou. Já musicalisou...


E se derreterá, e cairá gota após gota, na pele, no tic-tac do relógio.


Mas isso não interfere em nada, nenhuma escada, nadinha.


Pois tudo que tenho, já possuo, já confeccionei em minha tolha, em cada centímetro, de cada linha, das agulhadas um ponto, e de cada ponto uma figura, o amor!