10 de março de 2011

...Areia o bastante pra erguer meus castelos.
Ondas para não  deixá-los de pé.
Um equilíbrio justo, se vemos pelo lado da experiência, ou pelo exagerado luto, do mastigável, já produzido, porém nunca experimentado.  
O que subtrai não é o mesmo que soma é preciso um resultado perfeito, ligado, com incógnitas pra complicar, com equações pra misturar na essência do cálculo.
O manuscrito de minha alegria é fracionado com suor e uma toalha ao lado pra secá-lo pingo à pingo, na fronte exausta, no fluxo passageiro, no sangue derramado.
Castelos não permanecem de pé eternamente, nem muito menos as ondas, elas sempre ficam na questão do vaivém, sempre diferente, sempre modificado. Sempre levadas pelas rimas mais absurdas. 
Na iluminação um caldo de ideias, de estradas já trilhadas, de mochilas nas costas do esforço, que não dorme, que medita, que reconhece.
Não me apegar ao enferrujada, já desgastado pelo vento, pelo frio, pelo desejo de querer e jamais sentir a pele umida, os lábios ressecados.
Então espero, me resseco.