24 de março de 2011

Desconfigurado.

...Sozinho. 
No vazio do que já existiu, 
em ruínas outrora erguidas, 
hoje o pó. 
As pedras do medo.

No teu cântico encontrei as notas perfeitas, que me transformavam de contínuo. 
E teus gemidos agudos rasgava meu íntimo, a divisão da minha alma, meu estômago.
O catavento, o ar que sopra em mim, em ressonância com a medida da tua régua, da tua estrutura.
Deixa-me sem jeito, abobado.

...Eu sou apenas o punhado de sonhos nunca realizados, o manto deixado de lado, a relva colhida agressivamente.

A nota Fá# dessa tua tão extensa partitura, da tua visão, sem foco, no esquecimento.