22 de março de 2011

Mais blá-blá-blá!

Ocultado, lado do amargo. 
Lá... bem além mar, o único suspiro de viva, de agonia, de inocência.
negociando valores, atribuindo o aconchego ao lado de fora, no frio da neblina, na atmosfera falante que cospe palavras.
Eu o vejo na planície dos acontecimentos os murmúrios, quando falas gera e no meu eu atitudes - terremotos.
Lapidando como madeira o inconsciente, garantido vida própria, livre do medo, agarrado na mordaça, nos vidros já estilhaçados das vidraças.
Vejo-me trancado, lá em baixo, no sótão, na caixinha de cartas, entre as folhas emboloradas, amareladas da velhice, do passado.
E lá está o contrario, faiscas das notas que nunca foram usadas, já condicionadas com a ternura envolvente, que nos arremeça lentamente ao ar livre em pretensão, no esgotamento extinto, verbo deixado de lado, no artigo indefinido.
Entre a multidão o corpo soa, se ilude tempestuando a agora a insatisfação, canalizando os ritmos da revolta, e nos tambores o som ecoante da liberdade, do fluxo constante do cárcere.
A liberdade é atitude - é terremoto.