11 de março de 2011

Manoela




Menina de vestido de renda

Da renda a menina cirandava

Livre, leve e solta

No ar

Nas folhagens

O mundo perfeito a espera

Na página

Na figura

No entusiasmo

Na corrida

Os seus cabelos se entrelaçam, na cortina do talvez

Na

Esperança que se refez

O chão é alicerce

Não cai de jeito nenhum, nem param

Nem caminham

Ficam juntos

No

Vestido

Na vida contida nela

Na menina

Menina sapeca

Minha Manoela

No apelido de hoje

Na mulher de amanhã

Nas vírgulas

Nos espaços

Cada passada da borracha

A chama

Que liberta

Que permite a menina girar

Pra ganhar

Pra perder

Se esquecer do mundo

E

Viver pra ela.