14 de abril de 2011

Ela...

Eu não precisava beijá-la para notar tal semelhança com Eva, a mesma que provou do fruto da árvore do bem e do mal. Eu sabiamente troquei de túnica e me escondi entre os arbustos do sombrio e de lá podia avistá-la de longe. Nua ela não se escondia, permanecia pálida e gélida como uma estátua. Era dotada de uma beleza invejável. Ela era a beleza! Mas sua frieza me impedia de conhecê-la como realmente ela era talvez eu não suportasse absorver sua real essência; a única certeza que tinha era que seu caráter duvidoso enchia sua parede interior; sua personalidade. Seu castigo era sair de seu aspécto paralizante e  vagar errante pelos desertos procurando a quem podia tragar. E eu apenas permanecia a observá-la.Eu era a certeza que ela existia...