28 de abril de 2011

...Ele caminhava lentamente, e a propósito sempre estava sozinho. Absorver gestos era existencial para ele, o engrandecia.
Já cansado de esperar por alguém, sua única expectativa era sentar-se no chão - no chão não há risco de tropeçar, dizia para si mesmo em silêncio absoluto.
Com um fruto na mão, seu estômago clamava por alimento, clamava por saciedade, porém ele não podia provar do fruto. Seus lábios foram costurados com linha de algodão - quem tinha feito isso ninguém sabia, era mistério dos grandes!
Ele era mais um dos castigados, mais um dos que por alguma razão merecia tal maldade...