4 de setembro de 2010

Um dia...


Quem sabe um dia eu aprenda que nem tudo que está errado é errado, e que flores de afeto podem ser arrancadas pelos ventos da razão.

Quem sabe um dia eu aprenda que lágrimas são fertilizantes para o terreno da alma, e que o inconsciente é solo desconhecido.

Quem sabe um dia eu aprenda que quanto mais rico de sentimentos gananciosos, mais em trevas permaneço.

Quem sabe um dia eu aprenda que depois dos diálogos de guerra, se ergue um pendão de sussurros de paz.

Quem sabe um dia eu aprenda que ser insensato pode nos levar à conclusões incríveis, e dependendo do momento nos tornamos burros.

Quem sabe um dia eu aprenda que uma jura de amor eterno dure apenas uma semana, e logo após o coração volta a ser aprisionado no cárcere da solidão e da aliança quebrada.

Quem sabe um dia eu aprenda que papai e mamãe partirão em breve, e eu tenho que caminhar com minhas próprias pernas, lutando contra a minha estúpida insensatez.

Quem sabe um dia eu aprenda que o sagrado não está em formas angelicais, e sim, em um simples vaso de barro no canto da sala dos pensamentos esquecidos.

Quem sabe um dia eu aprenda que caminhar na praia da indecisão, nos leva a entrar no mar das precipitações, gerando afogamento dos sonhos nobres.



“Um dia eu aprenderei
Um dia eu ensinarei
Um dia eu morrerei
Um dia deixarei o meu legado
Quem sabe um dia!”