9 de setembro de 2010

Meus fantasmas

A força que ainda resta em meus ossos é somente pra me manter em pé, absolutamente em pé. Levando em consideração a minha motivação é desmoronada com o possar do tempo por falta de um abraço quente em dias de frio.

Os fantasmas que me assustam não são tão reais assim, pois a barreira de água que me detém se evapora juntamente com as idéias sem conclusões que me esperam no final do beco escuro e sem forma.

Peço pra ele me guiar com sua voz mansa, é a única chance que eu tenho pra respirar, me refrescar, sem ilusão. O cristal que rola de tua face, me enche de esperança trazendo sobre mim um sentimento altruísta relevante.

O quarto escuro de minha alma é calabouço perpétuo com grades de aço, onde não consigo sair por minhas forças, eu preciso de alguém que me estenda a mão e me leve as alturas onde o sorriso angelical existe.

A canção que me fazia dormir é lenda, sem efeito, sem alento.

O manto que me aquecia é estreito demais pra me cobrir, passo por frio, passo por inverno. O teu desapresso, Oh! Fantasma da morte, é congelante! Mortifica meu querer, minha liberdade.