4 de agosto de 2010

O período eterno se faz presente, em meu espaço, em minha mente, em seu ser. Não consigo despertar do sono, que é presenciável, que é amável, que é ligeiramente correto. Declaro da seguinte forma:

... Meu amor por ti é vela acessa em noite sem luz, é multiplicável ao ponto de a pele se arrepiar. É velocidade em ladeira, sem freios, sem paradas. Sou seu porta-sentimento, pois já que estamos unidos, compartilhamos alegrias, lágrimas e ações. Sou objeto que apóia as mãos. Tuas Mãos.
Meu amor por ti não é castigo é mandamento, é legado. É atitude baseada em fatos, em ocorrências, em definições esclarecidas na alva, em manhã de sol ardente, em fazenda distante, no interior, na divisão da alma. Nas emoções...
 O remédio para a cura imediata é lenda, nunca explorada. É verso inspirado e escrito à beira do rio da consciência.
O período eterno, um dia passa, e com ele a saudade. Deixando marcas, cicatrizes no espaço da alma. No vazio. Mas já tinha de ter passado, já tinha de ter caído no esquecimento, uma vez que já passou.
A Coisa complicada! A Coisa do avesso! A Coisa incerta! Um dia o nosso amor será esclarecido. Talvez os ventos levem nosso aroma a terras do oriente, na parte sul da compreensão. Já que meu amor por ti é travesseiro em cama quente, que se levantará de seu repouso, levantará seus braços...
Despertará brevemente...