21 de agosto de 2010

Mente !

Cada pedaço do meu ser foi martirizado por minha consciência, apesar de minha relutância comigo mesmo, estou humanamente só, sem graça, com mordaça.



A briga constante com minhas decisões me deixa muito debilitado, sem ação, em prisão.



A fuga seria a saída, a depressão seria esconderijo, me esconder debaixo de vários cobertores, talvez ofuscasse a culpa que dilacera minha mente e causa uma dor cortante.



A cama temporariamente nutriria minha preguiça momentânea, deixando meu eu sem opção para escapar da martirizante decisão futura:



-Agora você tem que ir - Eu não tenho que ir pra lugar algum - Vai você!



-Me deixa em paz - Não deixo, vou te perturbar - Eu não te aguento mais - Vou ficar ao seu lado mais um pouco.



-Vou sumir... Vou me esconder... Vou para a sala de porta azul... Lá eu tenho paz.



-Quando você sair de lá, eu vou te seguir, talvez as situações piorem ou quem sabe, eu te afogue no mar das precipitações passageiras, a tua dor permanecerá, o ódio crescerá... darei risada de Ti perpétuamente...



-Cala a boca! - voz da noite, voz sem destino, não permanecerei assim pra sempre, serei amigo do sol e as trevas jamais virão me abraçar.



-Cala a boca! - Víbora! – Voz traiçoeira do jardim, estais condenada... E Eu estou livre!



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Corro então rumo a sala de porta azul... Estou ouvindo os acordes... Meus pés dançam ...



Se precisarem de alguma coisa estarei lá,
me esperem sairei de da sala em breve...