26 de julho de 2010

 



Uma mesa, uma caneta,
papéis amassados e espalhados pelo chão!
Um celular, uma mensagem,
expectativas, lembranças, o carrossel que não pára de girar...”


      Ele gira, dando voltas em si mesmo. Pára. Logo após, inicia-se novamente. É ele, o carrossel de minhas lembranças, devagar, às vezes rápido. Assim, prossegue machucando-me. Que fique claro! Não quero apagar as vivencias marcantes, acontecimentos eufóricos, que fizeram meu coração pulsar. E sim, apagar, deletar: O horrível, as intrigas, fracassos e indiferenças. Mas é impossível modificá-los, eles já aconteceram, já está marcado, injetado na minha vida.

      Ei, você! Faça-me, o favor de me lembrar... Tá?

Lembre -me das tardes de Outono,
lembre-me dos sorrisos sinceramente expressados e gargalhadas com pipoca caramelada.
Lembre-me dos abraços inesquecíveis, aquecidos em momentos de névoa e frieza do Inverno.
Lembre-me quando dividi o meu pão da generosidade com o faminto, com o sem propósito.
Lembre-me das piadas, dos banhos de chuva nas tardes de Verão, das brincadeiras na rua.
Lembre-me quando eu era criança, era inocente, era sonhador, tudo podia acontecer se realizar.
Lembre-me do super- herói, do vilão, das conquistas e vitórias.
Lembre-me da Primavera, do primeiro beijo, das mãos unidas no parque, do coração acelerado, das pernas tremulas, do arrepio.”


       Lembre-me, por favor, eu te peço... Lembre-me, para que meu dia ganhe vida, para que o carrossel continue a girar e nunca mais parar..

      Lembre-me...



__Jenuíno!