20 de julho de 2010




Às vezes me pego em distrações que me levam pra tão longe. Perco-me no caminho dos pensamentos, talvez eu continue, talvez não...

Às vezes a peça do quebra-cabeça não se encaixa, às vezes a ponta do lápis se quebra, às vezes o calor não esquenta o suficiente... Percebo então que:

Na verdade poderíamos ser crianças pra sempre, nos vestir de inocência, de brincadeiras, de gestos puros.

Eternamente crianças...

Com sorriso no rosto, na alma, no ser.

Brincar, bagunçar e correr... Correr e correr!

Ficar bronzeado de tanto ficar no quintal, na varanda.

Nos braços da avó Mariana.

Ficar na janela e obsevar de modo curioso o tempo passar, pensar que as nuvens no céu, poderiam ser algodão doce ou colchão macio pra se pular...

Pegar a gravata e a camisa com as mangas maiores do que eu, colocar os grandes sapatos,

E arrastar...

Tudo isso pra chamar atenção do pai.

Do Herói! Do amigo! Aquele que enxuga as lágrimas e de forma sublime demostra como é amar...

Como é bom ser criança, como é bom roubar os doces escondidos. Como são boas as lembranças... Do natal, das Festas, dos aniversários!

Como é bom se perder no abraço da mãe, do carinho, do amor demonstrado com um beijo na face vermelha de tanta folia.

Saudades do tempo de criança, quando tudo era bem maior, e eu era apenas uma pequena atitude, uma pequena satisfação, uma pequena decisão...

Alegria quando o simples era uma grande riqueza, tristeza quando o não vinha em forma de frieza.

Mas o tempo passa, e eu cresci...

E descobri.

Nada é eterno o bastante para permanecer, pois até um dia as lembranças se escondem no escuro da passagem...

E voltamos ao pó.