27 de julho de 2010


...Estou em um
jardim. Prefiro chama-lo de “Jardim da Inocência”, é meu lugar
secreto. Escondo-me do mundo e corro pra lá, meu lugar perfeito. Meu
lugar aconchegante. Meu lugar de céu puríssimo.

As flores são
infinitas e os campos belos no seu resplendor. O Sol é eterno, há
um grande árvore no centro do jardim, sua sombra é majestosa e
sublime, todos os visitantes á elogiam por ceder gratuitamente bons
frutos. Quem prova dos seus frutos, jamais esquece do ocorrido. Por
que isso ocorre – perguntei ao guardião do jardim. Ele me
respondeu soberbamente: - Uma vez que ingerido o fruto, ele gera a
verdade. Logo á diante fui perceber que o fruto gerava no individuo
a real necessidade de arrependimento. Descobrir então que estava
diante da árvore do arrependimento. Sendo assim, uma vez que era
gerado arrependimento os habitantes do jardim não precisariam
permanecer lá e simplesmente deixavam de existir.
O jardim da
inocência era o tipo de lugar que ninguém gostaria de ir embora.
Lá, não á Limites de tempo, o relógio da preocupação nunca foi
fixado na parede que cerca o jardim. O guardião era uma especie de
presença. Ele refletia luz. Ele refletia sabedoria. Falava com muita
exatidão em suas palavras. Não havia falhas nele, olhar para o seu
rosto era praticamente impossível, pois, a verdade era o seu manto,
de linho fino era confeccionada sua roupa e não havia marca de
costura. Definitivamente eu não conseguia olhar para o seu rosto.
Amo me esconder no
jardim. Fico pensando na vida. Fico admirando o horizonte, na
realidade não quero sair. Não provei ainda do fruto da grande
árvore. Estou preço neste lugar perfeito. Os dias não passam.
Ainda não conheço tudo o jardim, parece ser muito grande, quanto
mais caminho mais cansados permanecem os meus pés. Agora que percebi
que estou sozinho! O silêncio me cerca por trás e por diante, o
guardião não está mais presente. Percebi atentamente que meu amor
não estava no jardim, estou sentindo-me sozinho aqui. Cadê meu
amor? Onde foi que o perdi? Onde o guarde? Ele partiu? As lembranças
machucam meu peito, provocando angustia e dor, sei agora que a
saudade é álcool sobre ferida, é corte inesperado, é uma pancada
na cabeça. Machuca muito!
Vem pra mim, venha
com carinho e saberás que te amo incansavelmente, saberás que meu
colo é quente, que meu abraço é suave, que minhas palavras são
doces. Venha me visitar no jardim, á espaço de sobra, sobre a
sombra da árvore. Ficaremos unidos pra sempre ali. Fixados.
Raizados. Te abraçarei tanto que me perderei em Ti, eternamente será
nosso momento no jardim...


Continuará!