31 de julho de 2010

Pés.


Os pés caminham mesmo cansados, eles continuam, prosseguem e com muita fadiga correm.
Pelo caminho estreito, difícil, espinhoso. O coração no peito acelera, não pára de jeito nenhum.
O sangue esquenta, ferve, borbulha.

-É a preocupação?
-Não sei...
-É a sede?
-Tenho dúvidas...
-É a dor do peito?
-Os nervos gritam!

Respiro fundo, o ar retorna aos pulmões - retorno a vida. Os pés descansam, o sangue esfria, e a cabeça pensa.
Neste momento tudo que posso é meditar, meditar, para que eu me eleve... Só assim para eu me equilibrar e chegar ao meu destino.