26 de julho de 2010

 


Mil pensamentos, cortina de fumaça,
ideias mantidas em segredo.
Uma confirmação, meu Eu...
Pingos de luz, claridade,
eternidade!”

       Sentado no infinito, olhei para o extremo da eternidade, eu estava parado lá, sem direção, sem destino. Pingos de Luz. Ideias. Pensamentos aos milhões, sem horas, sem paradas, apenas uma meta. Uma satisfação ainda não conhecida, a busca pelo bem faz com que me sinta só. Não sei se devo continuar, prosseguir talvez venha ser a saída. Eles continuam cair do nada, sementes do destino ainda não conhecido. A melodia da existência enche o vazio deixado pelo ontem. Viro a página, mas a pena dos desígnios continua a escrever, em minha vida, em minha estrada. Caio-me em um espaço de tempo na eternidade, minutos não existem, horas podem passar, o atraso pode se estabelecer e os anos florescerem, estes acontecimentos são meros detalhes tolos. Pois, no infinito, o relógio da presa não tem valor, não tem sentindo, não funciona. Apenas o momento presente ganha espaço e permanece.
     O significante, A essência, cada canto, os vejo, são pingos de Luz. Velas. Preces respondidas. Aroma suave, o branco, o linho, a melodia incessante e harmoniosa, são preciosos fragmentos vividos e intactos perdidos em sintonia com o presente, que ao tocar a superfície, traz paz , calmaria, é calmante pra alma. Por um momento a tempestade passa, a corrente cai, faz barulho, espedaça -se. Atenciosamente ouço uma voz preciosa, um sussurro. Meus ouvidos ouvem, meu corpo sente; reconheci. É a voz no jardim, você tem que voltar pra lá, dizia a suave voz; em sua plenitude. Não queria sair da envolvente eternidade; dos pingos de Luz, dos meu pensamentos. Mas, devo ir, devo chegar depressa e passar pelos portões enferrujados e envelhecidos do jardim. trocar as luzes pelas pétalas e folhagens de outono. Sigo incondicionalmente a voz que se veste de linho fino, sem costura, sem trauma, e saio de meus pensamentos para o jardim, simplesmente percebo que a inocência me aguarda... Estou chegando... parei em frente aos portões. Entrarei? Saberei depois.