1 de julho de 2011

Trechos: Crônicas Eternais




...Tinha o cheiro mais incomum, capturava os sedentos de uma vez só, um riacho no deserto do pavor.
Os corações diziam que era a boa conversa em pessoa, os risos gesticulavam como se fosse hilário o abraçar das folhas e o desprezo dos ventos de inverno. As mãos o queria pra si, o pé batia firme no chão reclamando que era felicidade demais para as mãos, porém o corpo precisa muito daquele tom inesperado, do cheiro de verdade.
Enquanto todos questionavam, ali escondida entre a fechadura do querer e o lapidar das chaves da compreensão a alma estava esperançosa, havia esperado por muito tempo pelo tal cheiro incomum, pela liberdade, pelo respirar fundo e pelo sono tranquilo, ela realmente precisava de saciamento contínuo. A alma o sentia à quilômetros, era beijo quente, era beijo insaciável para quem pretendia matar se fosse preciso...