14 de julho de 2011

Quando o ser clama...




Quando não há mais palavra para expressar meu longo elogio, eu apenas soletro, eu apenas me diminuo.
Quando não há mais uma entrega do abraço e superficialmente o peito aflora, meu olhar procura em todas as direções.
Quando perco-me em minha escuridão interior, ou fecho a porta dos sonhos mortos, chamo-te pelo nome, sei que me responderás de longe – e virá socorrer a minha alma.
Quando o amanhecer diz muito de si mesmo e trás benevolência a atitude mal sucedida, procuro me orientar em ti, é nos cheiro dos caracóis dos teus cabelos que retorno a respirar, logo após  um ato de afogamento de mágoas.
Dirijo-me a ti, sabes receber calorosamente o tato, o meu tato.
Quando não há mais uma flecha a ser lançada, jogo-te as minhas rosas, sei que o sensível gosta dessas coisas , e lembrando que elas possuem espinhos. Cuidado elas gostam de machucar os dedos da gente!
Quando não te ver mais chances de ter, pode ter certeza, morrerei por dentro de um instante jamais vivido...