2 de maio de 2011

No escuro seu brilho não existia, sua perna mancava sem igual. Atribuíram a ele uma forma cômica do medo, como se tal título pudesse fazê-lo rir de si mesmo. O ser preso em escuridão dizia a seu peito: Procuro e não me encontro, sou poça e logo evaporo...

Na realidade eu não sei se ali batia um coração por mais humano que aquele ser parecesse, ele era o medo. Caminhava pra lá e pra cá nas densas trevas, sem paz procurava um alvo – um coração para aliviá-lo do nada, da ruína.

De certa forma, esse seria seu passaporte.