24 de maio de 2011

E dentro desse recipiente habitava a vontade de te experimentar, tê-la no gosto, na língua. Experimentar o que ainda é um desperdício, eu imagino que ainda terei de levar a boca a tal das colheradas, saber diferenciar o salgado, o azedo, a tua presença, essa náusea toda – Ela me causava o mal.
E por me perder em tempestades, e sentir a real necessidade de um dia ter que correr atrás do passado angustiante, eu não tinha opção, eu com minhas mãos só me restou o partir do pão – Mas como despedaçar um pão duro? Um pão envelhecido?
Cabe a eu descobrir essa atormentante resposta, esse sacrifício. É sacrifício, pois se perde constantemente, é sacrifício, pois é lamento em cemitério, é sacrifício, pois o peito foi cenário do rasgado, juntamente com a língua, com a vivência.