24 de maio de 2011

...Ultimamente não tenho muitas declarações, nem amores para compartilhar, posso confessar ao sagrado que essa paz interior que sinto hoje é liturgia passiva no que diz respeito ao meu pulsar, a minha brisa suave.

Confesso que ando com vontade de dançar uma música nova, porém tem um grande detalhe notório – dançar sozinho não dá. Não sentir teu corpo quente e suado é amargo demasiadamente! Tenho pensado de forma penosa a teu respeito, meu encanto, minha respiração. E no trajeto da memória eu não te encontro devidamente com eu queria que estivesse comigo, pois uma vez era o ar fresco em minhas paredes, em minhas veias.

Hoje o espaço em branco, a rachadura.

Tu estavas revelada como figura, uma espécie de comida caseira sob o qual eu me nutria, e essa veneração que me possuía nutria de certa urgência a vontade de te tragar absolutamente. E dava-me a sensação de saciedade predestinada. Já pensei em tom de loucura como tê-la em meus braços de contínuo, como voto, como doce, como água na boca. Pressionei a garganta e extrai o suco de tuas delícias. A ligeira e veloz “apegozidade” as coisas boas da vida me direcionaram a tua virgem aparência. Eu só sei dizer palavras que atropelam a visão no sentido que se tem é porque as lágrimas já banharam aos montes os vales e as diretrizes da vida a dois, de um único sentimento da saudade inferna, do amor mumificado. O pó. Essa é a razão da paz que sinto incondicionalmente, o rio tranqüilo eleva-me significada mente, é por isso que continuo no caminho reto, no caminho. E tudo isso é como ultimamente.