17 de agosto de 2011

Uma apresentação de um ser não presente.

Por : Dan Novachi



Acabei de me obrigar, será assim: tenho 11 minutos para escrever este texto! É o único jeito, afastar um pouco, por uma dezena e uma unidade, a pilha de coisas que me escraviza. Enquanto ouço música instrumental, um compositor francês que narra em sons a vida de personagens, inclusive da amada Amelie, me lembro de uma palavra torturante: PROCRASTINAÇÃO.
Tenho procrastinado há anos, desde o nascimento. E eis que hoje fiz café às 15h, enquanto lá fora da janela faziam 32 graus nas medidas do Célsius, se bem que ele pudesse talvez ter se enganado e não saber realmente calcular as temperaturas do inferno. Ainda sobre o café, percebes a falta de convenção? Ao invés de fazê-lo às 16h, adianto-o 1 hora, e estas trocas constantes de horas tornam-me um 'associal'. Isto mesmo, jamais poderia sentar-me para o chá com um inglês, veja só.
Mas veja bem que sou jovem. NÃO INTERESSA, pedem-me que seja adulto, mesmo vestindo uma camisa lilás. E quando me sorriem (sim, os outros adultos me sorriem) fazem-o com todos os tons da ironia. Então eu juro: essas convenções ainda me matam. Vou cuidar-me, cuidar do que é meu, do meu own way, que pra mim é o que importa.
3 minutos. Eis que vou-me embora e peço perdão. Nem sempre será assim, que isto daqui não é um diário. E saibam, todos, que a minha palavra de ordem é o amor, que uma pessoa nada perderá em dá-lo ' e às vezes receber um pouco em troca', como diria C.L. É Dan, viu? Dan Novachi. São três letras e soa como 'the american name'. Um abraço e as desculpas, todas. 





Dan Novachi; escrito em 17 de agosto de 2011, às 21 horas e 10 minutos. 

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