19 de junho de 2013

O desfragmentar do gosto.



























Em cada gole um protesto interior. No primeiro e segundo a língua ferve, no oitavo e no nono o gosto se desfragmenta, o interior se apaga. A lembrança da memória se torna atônita por não saber em qual região tinha se perdido por completo o sono inquestionável do cansaço predileto, mas por vezes inquieto por desvalorizar o que já viveu. É água, é céu, é terra. Tudo junto e misturado como se não houvesse uma cicatrização para barrar os sangramentos do que está indo camuflado, e ligeiramente escondido nas páginas do prefácio cansativo e molhado pela saliva do sino e dos ventos entregue de bandeja ao pacato sem vida e desértico.