19 de junho de 2013

Do silêncio necessário.





















Preferiria a dormência de meu corpo no sofá marrom aveludado de minha sala, e sem me entregar ao conteúdo cansativo da televisão, procuro-me e enxergo-me nas páginas de um livro aberto no centro do ambiente amarelado do presente, e desse entrosamento da visão com os verbos – perco-me. O “tic-tac” do relógio congela-se, tenho em mim o silêncio necessário para escapar do barulho covarde que tenta penetrar em minha concentração, e nesse cenário a única coisa que desvia meu olhar atento é o vapor tímido que flutua da xícara de chá que repousei ao meu lado, e percebo que ela merece ser o meu único ícone apaixonante sob o qual meus lábios irão experimentar de fato seu gosto, sua textura, seu aroma.