22 de junho de 2013

Do existir límpido.





























(...) E depois de muito tempo a gente renasce com uma força tamanha, as cinzas sofrem transformações e ganham cores vivas e silenciosas, procuro em meu corpo as marcas do tempo, os arranhões das desculpas e as dores da decepção – não as encontro mais. Misteriosamente do meu corpo brota uma fonte límpida, sincera e coagulante. Percebo os tons de vida que pronuncio dos lábios calados pela repreensão, e juro por mim mesmo, que os céus serão a referência esmagadora de minhas atitudes flageladas, porém de triunfal gesto subtraio das frases que perdi, as angustias que passei. Nos meus resultados se encontram o existir.