26 de junho de 2012

Peripécias





















Sempre há dentro de nós uma imensa vontade de estourar, e esse estouro é para nossa própria sobrevivência. Digo sempre um turbilhão de palavras a você para não me engasgar com minhas dúvidas, pois as palavras nem sempre serão um escada de saída, elas poderão se apresentar como lanças, cujo alvo é a própria alma do outro, da imagem que se reflete no espelho do quarto da prostituta, da outra.
Aventurar – se é vivido de várias formas e tamanhos, de colapsos, de sangramentos, de pedradas, de gritos ensurdecedores que gemem o nosso íntimo, ai nos tornamos essa geladeira ambulante que de lá pra cá não se vive, não se respira suavemente, só se cospe, só se mata.
Tá na hora de abrir tuas janelas antigas e culminadas pelo tempo angustiante, minha querida vontade de voar, minha ressonância de reverberações incontidas no meu olhar dimensional. E saindo desse teu olhar religioso e tendo uma súbita presença do Divino a direcionar a queda da cachoeira, do luar que queima na fogueira e com ela o agarramento predestinado de minha busca pela tua pele, e os seus gestos de retribuição ao meu favor.