17 de novembro de 2011

O entusiasmo, a nitidez.


Não tinha o querer nitidez para sacrificar à inaudita permeabilidade da carência, do vivido angustiando que desabrochou em rotina tempestiva. E de agrado, achou melhor ser a maciez do carinho na pele morena e gélida da morte serena. A mim você não engana, não evapora , nem se quer me compra, sou vivido para neutralizar teu verbo fictício, tua lembrança mesquinha, já te absorvi e cheguei à conclusão - meu baluarte é o vento frio. É devagar que se conhece o Gólgota, e na subida do monte a consciência se regenera, se cria raiz onde não tem, uma experiência é fundamental, e ao mesmo tempo em que caminhamos, ela se torna fundamental nessa vivência, na nitidez dos dedos estalados.  Achou de bom grado assegurar a fartura dos teus seios, na pátria escolhida no ventre materno, uterino na magnificência das roupas de linho fino e sem costura estilizada nos confins do teu universo pessoal. O querer às vezes é necessário, é um cumplice de ações deslocadas, e empurradas morro a baixo, pela chuva, pela tua lágrima no olhar. É tempestivo demais, é sem saída o bastante, pois é casa da gente, um ambiente familiar, a prisão fraterna da vergonha adquirida, porém não concluída em frases de cartas antigas, e de papéis amarelados. O passado não mora mais aqui. É um endereço findado em nostalgia, magia de viver melhor. Um cotidiano no querer, uma fantasia no ocaso, na bacia de água limpa, o meu tempo nasceu.