9 de novembro de 2011

Clariceando



Clarice Lispector, eu sinto você ao meu lado, você me guia e me inspira. Você me entende.


Não sei mais quem sou, acho que nunca soube. Eu apenas vivo e respiro. Eu vivo de suspiros e relances. Minha mente vaga por um mundo só meu. O meu egoísmo é necessário para a minha sobrevivência. Aprendi a viver desta maneira, deste meu jeito que só eu me entendo, uma que somente eu compreendo. Eu estou pronto, pronto pro que der e vier, já vesti minha armadura e o meu veneno está bem preso, nunca escapará e ferirá ninguém. Um dia você aprende que eu mudo como o vento, e que para me entender você deve enxergar a minha alma no fundo dos meus olhos. Só cuidado pra não se perder, ela mostra também um reflexo da sua, um reflexo do seus defeitos, comparado ao meu imperfeito.


Às vezes dizem que eu me impressiono muito fácil com as coisas. Sim eu me impressiono mesmo, não só me impressiono como acredito e confio. Algo que eu aprendi desde criança foi sempre ver o melhor das coisas e acreditar, se eu acreditar eu tenho certeza que aquilo acontecerá, existirá. Talvez isso seja apenas uma forma de tirar o peso dos meus atos das minhas costas, talvez.


O que interessa é que eu levo a vida assim, aos tropeços e acertos, me agarrando em tudo o que julgo meramente forte, mas só por um momento, só até que eu me satisfaça. Vem sempre a primavera, e depois o verão, e as coisas todas mudam, eu também. As minhas cinzas se refazem sempre, e novamente e novamente. A inspiração me vem a mente e eu vou mudando, vou me adaptando a minha realidade, a metamorfose da minha própria vida. Ao menos a vida é minha, e de qualquer forma eu não machuco ninguém, ao menos não propositalmente, não consciente.


Minhas sinceras desculpas, expus o meu eu em carne viva por aqui, leia com cuidado.