28 de novembro de 2011



Foi uma virada de páginas, um imediato e preciso olhar, uma casa escondida, um cômodo só nosso. Lá o café era sempre quente...
A desesperança não era constante, o nosso alimento era a prosa – o verso cantado ao pé do ouvido, onde as risadas nasciam e os lábios amanhecem querem mais, era o que nos fazia sonhar – mais do prazer, bem mais do que fazer – o carinho a dois.
No “sempre” há um aconchego compartilhado, há uma avassaladora vontade de beliscar a tua pele morena, tua pele única.