O que eu costumo escrever se
altera muita coisa, são muitos ventos que não cabem dentro de mim, que não
suportam conviver comigo mesmo, tenho aprendido a colocá-los de casa pra fora e
bato o pé para que eles não retornem. Falo para eles sobre o sabor libertador
de se estar em uma atmosfera livre e saudosa. Mas, logo me canso, a rebeldia
estacionada dos ventos gera uma incompreensão tamanha que faz com que eles não
vivam em sua plena e tempestuosa forma de conviver entre si, entre todos, e
isso é muito pessoal que acaba não dando pra escrever de fato o que realmente
acontece, o que realmente se vê. O que realmente se sente, e ai se esvaem.
17 de fevereiro de 2013
16 de fevereiro de 2013
Opus #03
Nas mãos de quem não se importa com que
aconteça, não me subtraio à esperança de refazê-los, já que fragmentos não se
juntam de uma vez só, é preciso de espanto e acumulo do silenciável.
15 de fevereiro de 2013
Opus #02
Uma das coisas que permanecem são nossas raízes,
essas não podem ser arrancadas e deixo de forma quieta que soprem os ventos,
que soprem com toda força possível, eu apenas os ignoro.
29 de janeiro de 2013
Minuciosamente...
Uma
ressonância de sentimentos que aos poucos foi se diluindo com a água
e açúcar de um copo em cima da mesa, que outrora foi dividido o
pouco de carinho presenciado e apresentado na proposta de ser ter pra
sempre a presença um do outro. Não foi isso que aconteceu. A
mística do encantamento de se ter um ao outro foi se acabando
minuciosamente, é coisa que a gente não percebe.
A pele
esfria, a textura do toque dos dedos não se arrisca, tornando-se um
descascar de tinta envelhecida de paredes que presenciaram os nossos
afetos mais íntimos, observação que a escuridão do quarto guarda
a sete chaves. Sabemos até que ponto é vivência arriscada ou é
pura vontade de não emprestar o lençol.
27 de janeiro de 2013
Paternidade da melodia
Meu despertar adorava o encontro de tua melodia.
Eu adorava como sagrado a tua canção matinal, eu escolhia de dentro de mim esse entusiasmo paterno.
24 de janeiro de 2013
Enlaces vindouros
É inseparável tua distinção involuntária, e no envolvimento que castigo lentamente em meu vazio, acabo influenciando as ações que conjuguei no passado, porém não as vejo mais.
Pulo sem paraquedas.
Cavo profundamente.
Levo comigo todo o oxigênio possível.
E notei, que não conseguirei barrar essa vontade indomável de está presente eu teu porta-retratos particular, na memória predestinada do nosso encontro, do banco da praça, no olho no olho da intensão infame. E era nesse encontro de envolvidos que no final do horizonte pronunciei tua escolha, o verbo exato, a chave do peito aberto.
E descobrimos a incandescência de teu prazer bem vivido, dos enlaces vindouros e da permanência tênue de se está com a pessoa certa em tempo errado, de se escrever cartas apaixonantes e de analisar os atos ofuscantes, de se ter a taça sem ao menos provar do vinho.
17 de janeiro de 2013
Fragmentos do querer
Caminhos, quero todos!
Entusiasmo, força particular
Diretriz, meus trilhos arrogantes
Prometer, ser como a água
Fluir, sobre tuas curvas
Pensar, Dimensão do existir
Derrubar, os meus pesos pessoais dos ombros
Meu mal, nossa pior face
Nosso bem, meu pedaço de algodão diário.
Assinar:
Postagens (Atom)






