18 de novembro de 2010

Esquecimento.

Tenho que confessar algo à respeito de mim, ou melhor um detalhe sobre minha personalidade que é particular e só minha. “Eu me esqueço muito rápido das coisas”.
Eu me apego muito aos pequenos detalhes, até aí normal, porém em determinados momentos eu me esqueço das faces, dos sorrisos, dos gestos que mexem com o coração, e deixam na mente a gravação de um longa metragem. Eu luto com toda força em mim para não esquecer, tento não esquecer. Já esqueci, é tarde demais.

Esqueço-me do velho, do desgastado.
Esqueço-me do grave, do inaudito, baseado na frese: “Esqueço para sobreviver em um mundo
desigual e desumano!”
Esqueço-me das ideias, das frases elaboradas de ultima hora.
Esqueço-me da fábula que contaram pra mim quando ela inocente, quando era gente.
Esqueço-me da rua, da avenida, da estrada estreita que me conduzia rumo a duas madeiras cruzadas, que fazia-me chorar em soluções imediatas, em respostas demoradas.
Esqueço-me do farrapo, da escrita simples, dos bilhetes que recebi de Manoela, quando o amor bateu em minha porta pela primeira vez. Era verão.
Esqueço-me da Sala de Porta Azul, aquela onde ouço os belos acordes de piano, Apenas meu Eu.
Esqueço-me do carente, do que dorme na rua em dias de inverno, do que sente fome, do que ronca a barriga.
Esqueço-me da trilha na floresta, das pisadas fortes entre as folhagens, naquele imenso jardim, onde você me visitava na viração do dia, tenho saudades.
Esqueço-me da tua voz, da tua canção, da tua respiração.
Esqueço-me do passageiro, do ultimo lugar, dos primeiros aplausos, quando conclui minha obra prima, quando soprastes em minhas narinas o teu alivio com aroma de vegetação nativa, de campos verdejantes.

Já é tarde demais... já esqueci.
Choro porque esqueço.

16 de novembro de 2010

O abraço,
A mão estendida,
O fôlego,
Os pregos,
Dois pedaços de madeira cruzada.
Um monte, uma colina,
A voz está rouca, mesmo assim clama por seu pai.
O desenho da vontade.
O esboço da dor!

13 de novembro de 2010

Hillsong UNITED - The Time Has Come ft. Joel Houston

Caminhado...

E tudo passará...
O dia passa muito depressa,
Há muitas mudanças.
não tem espera, tem o precioso tempo,
Como areia em uma ampulheta se vai, devagar, logo se acaba.
Sigo meu caminho,
com um par de havaiana na mão, simples desse jeito mesmo, sem violação,
protegido assim, com uma trouxa de roupas nas costas, tento fugir, tento me esconder, tento de todas as formas curar minhas feridas, admito não sou médico, não tenho remédios,
sigo meu caminho...
Se eu olhar para à direita eu tropeço, na esquerda me perco, o que devo fazer?
seguir meu caminho.
com tudo que eu tenho, uma trouxa de roupas, minha vida que levo guardando, toda amassada, toda esfarrapada. continuo,
os dias passam,
a noite vem, o frio cai sobre o corpo, a pele geme, o coração acelera, nem tudo dá certo. A casa cai.
O tempo na verdade é o vilão, é o que me aprisiona nessa estação, não sei se pego este trem ou o próximo é melhor?
Fiquei com a dúvida pra mim...
O tempo está acabando, tenho que ser feliz, tenho que virar a ampulheta...
Como o tempo passa, parece que foi ontem quando o céu era "novinho em folha", o cheiro de criatividade carregava o ar, o sentimento de que fizeram um excelente trabalho deixava o coração do Ser Eterno com uma satisfação tamanha. Os belos riachos, um grande jardim se erguia, bons frutos a terra produzia, tudo certinho, tudo em harmonia, tudo num brilho só. O primeiro verde era vivo, as primeiras árvores eram tão generosas com nossos filhos que doava gratuitamente sua madeira para construirmos nossas casas, nossa proteção.


Trecho retirado da eternidade - capítulo 1 das crônicas eternais.

11 de novembro de 2010

Canção do consolo.

Por que choras?
Não fique assim, a noite logo passa.
E tudo se completa em um novo dia.
Não chores mais...
O luto é inevitável, eu sei
Mais ainda estarei contigo
A dor que rasga o peito é constante, porém é lição pra vida toda
Mas ainda estarei contigo

Por que choras?
Ainda há vida em ti
Não fique assim, a noite logo passa.
E tudo se completa em um novo dia.
Não chores mais...

Mesmo em silêncio, eu sei o que o teu coração quer dizer
Eu ainda enxugo lágrimas
Sei que tens sede, e a fome insiste em atormentar
Eu suprirei Tuas necessidades, apenas entregue teu caminho a mim
e o mais se transformará

Oooooh! Ooooooh! OOOOOooh!

Não chores...
não chores... pego as nuvens e faço lenço pra ti
estou contigo lembras?
Não chores...
não chores...

Por que choras?
Ainda há vida em ti
Não fique assim, a noite logo passa.
E tudo se completa em um novo dia.
Não chores mais...

Tudo se completa em um novo dia!
Tudo se completa em um novo dia!
Eu estou contigo!

10 de novembro de 2010

Meu Sol.


Abri a cortina pela manhã, observei no céu que as nuvens bloqueavam o Sol, sem Sol não tem graça o dia, as cortinas perdem a cor, o quarto fica escuro e o solitário ganha vida.
Confesso que fico com medo.
Confesso que tenho medo dos meus fantasmas, aqueles que ficam dentro do guarda-roupa da memória, que perturba a gente de vez em quando. Gostaria de alguém me salvasse dessas sombras, me separasse delas, do medo do escuro.
Manhã sem Sol não dá! Não é manhã. A gente precisa da luz. Gente como nós precisa de luz para causar um efeito de criatividade na rotina fadonha que nos prende com arame farpado, impedindo-nos de avançar afetivamente.
Quero você meu Sol, que em meio as minhas trevas és meu farol. És o astro rei de minha constelação, o que faz meu universo ficar mais iluminado, o que me dá um gás danado para prosseguir e guiado-me como bússola neste mar bravio que é meu interior.

Preciso de ti Sol.
Sol, minha alma espera por ti.
Eu não quero somente as estrelas, eu quero você, minha nívea luz,
que trás paz ao meu espírito com tua dança.”

Só suplico uma coisa, quando as nuvens derem espaço à ti, brilhe em mim, para que meu quarto se ilumine, para que eu apareça , volte a existir plenamente. Brilhe em mim, quero me perder em tua luz, o que me deixa mais chateado é que o vento sempre tenta levar teu calor, e as nuvens ofuscar o teu resplendor, até quando isso poderá ocorrer? Sol não deixe que nos separem, juro que prepararei em todas as manhãs a tua xícara de café, o teu pão com manteiga, Juro que me lembrarei de todos os teus aniversários, não me esquecerei de nenhum, prometo! Palavra de quem ama...
juro que seremos um, caminharemos juntos, sonharemos juntos.
Sol, quando o universo se abalar, não temas, eu estarei lá contigo e enxugarei a lágrima que insiste em descer.
Farei tudo isso e mais, tudo isso pois tu é meu Sol, minha luz... e eu um ser que espera a nuvem passar pra poder te ver, e ter a certeza que és tudo o que eu precisava.