15 de setembro de 2010

"Na miudeza das coisas insignificantes, encontramos as grandes e extraordinárias lições já estabelecidas desde a época da criação."

__Jenuíno!

13 de setembro de 2010

D-O-M-I-N-G-O // Carta à um Amigo.

Sem sombra de
dúvidas, minha manhã de domingo foi marcada por uma marca bem
fixada, por um selo bem colado na correspondência da alma.
Eu encontrei um
amigo.
Diferente de todos
que eu já tinha tido ou visto, se tornou essencial para o inicio do
meu dia. Ele veio de longe das terras distantes da compreensão, da
parte Norte do afeto, onde tudo se realiza.
De certa forma as
conversas e diálogos foram seguindo com suavidade e calma, tudo com
respeito e paciência, tudo como se fossemos irmãos de Sangue, que
de fato é, Sangue inocente.
Mostrei um pouco da
cidade, dos fatos, das imagens, dos flashes, dos sorrisos, das
caminhadas.
O amigo me
aconselhou, me ouviu, demostrou -se atencioso aos meus conflitos.
Me vez lembrar que
acima de minhas preocupações ou conflitos interiores, eu tenho a
Graça.
Aprendi nesta manhã
de domingo que:




O
amigo é tesouro na existência
O amigo
é pão dividido com o ser humilde
O amigo
é pérola enterrada no campo do coração aberto
O amigo
são os pés velozes na corrida da amizade
O amigo
é a melhor sinfonia da orquestra da afinidade
O amigo
é a chuva que inunda cada vale de solidão
O amigo
é o calor na praia do companheirismo
O amigo
é amigo da Alma arrojada
O amigo
é o sorriso do divertimento
O amigo
é repouso da cabeça cansada e sem concentração
O amigo
é a fala da suavidade
O amigo
é expressão, é DNA, é Digital do abraço camarada
O
amigo é o sono em um terminal rodoviário, que aguarda o outro amigo
chegar
O amigo
é o ser amado que trás alívio à fadiga preguiçosa
O amigo
é a imagem na fotografia da visão atenta
O amigo
é a explicação do entendimento eterno, que só será revelado em
tempo oportuno nas portas do por vir
O amigo
demora pra chegar, mas quando chega é a alegria mais contente ainda




Como é
bom ter um amigo de longe, porém próximo o bastante para dormir,
repousar no ser atribulado. Como é bom ter um amigo que usa
“pirseng”. Como é bom ter um amigo com um sotaque carioca. Como
é bom ter um amigo que compartilha de forma simples a existência e
relacionamento com Deus, e faz com que acreditemos mais Nele.
Eu
nunca vou esquecer seu rosto, sua vida, sua voz...




De
um Caro Amigo.
Rafah
Jenuíno

10 de setembro de 2010

A vontade inexplicável de viver está de volta em mim, sobre meus ossos.
Quero que fique anexado em tua fronte o seguinte:

"-Ainda tenho vergonha na cara...
-Ainda existe força no meu sorriso!
- Ainda existe Fôlego triunfante dentro de minh'alma.
-Ainda meus pés não desceram à sepultura."

Daqui à um ano, você verá onde cheguei, e que tinha razão em tudo que disse, sobre minhas indecisões.
O Tempo será o Juiz, e eu serei o inocente!

9 de setembro de 2010

Meus fantasmas

A força que ainda resta em meus ossos é somente pra me manter em pé, absolutamente em pé. Levando em consideração a minha motivação é desmoronada com o possar do tempo por falta de um abraço quente em dias de frio.

Os fantasmas que me assustam não são tão reais assim, pois a barreira de água que me detém se evapora juntamente com as idéias sem conclusões que me esperam no final do beco escuro e sem forma.

Peço pra ele me guiar com sua voz mansa, é a única chance que eu tenho pra respirar, me refrescar, sem ilusão. O cristal que rola de tua face, me enche de esperança trazendo sobre mim um sentimento altruísta relevante.

O quarto escuro de minha alma é calabouço perpétuo com grades de aço, onde não consigo sair por minhas forças, eu preciso de alguém que me estenda a mão e me leve as alturas onde o sorriso angelical existe.

A canção que me fazia dormir é lenda, sem efeito, sem alento.

O manto que me aquecia é estreito demais pra me cobrir, passo por frio, passo por inverno. O teu desapresso, Oh! Fantasma da morte, é congelante! Mortifica meu querer, minha liberdade.

8 de setembro de 2010



"Um corpo dilacerado é aflição perpétua.

Um corpo tranquilo é jardim regado. "

 
 
--- Jenuíno!




4 de setembro de 2010

Um dia...


Quem sabe um dia eu aprenda que nem tudo que está errado é errado, e que flores de afeto podem ser arrancadas pelos ventos da razão.

Quem sabe um dia eu aprenda que lágrimas são fertilizantes para o terreno da alma, e que o inconsciente é solo desconhecido.

Quem sabe um dia eu aprenda que quanto mais rico de sentimentos gananciosos, mais em trevas permaneço.

Quem sabe um dia eu aprenda que depois dos diálogos de guerra, se ergue um pendão de sussurros de paz.

Quem sabe um dia eu aprenda que ser insensato pode nos levar à conclusões incríveis, e dependendo do momento nos tornamos burros.

Quem sabe um dia eu aprenda que uma jura de amor eterno dure apenas uma semana, e logo após o coração volta a ser aprisionado no cárcere da solidão e da aliança quebrada.

Quem sabe um dia eu aprenda que papai e mamãe partirão em breve, e eu tenho que caminhar com minhas próprias pernas, lutando contra a minha estúpida insensatez.

Quem sabe um dia eu aprenda que o sagrado não está em formas angelicais, e sim, em um simples vaso de barro no canto da sala dos pensamentos esquecidos.

Quem sabe um dia eu aprenda que caminhar na praia da indecisão, nos leva a entrar no mar das precipitações, gerando afogamento dos sonhos nobres.



“Um dia eu aprenderei
Um dia eu ensinarei
Um dia eu morrerei
Um dia deixarei o meu legado
Quem sabe um dia!”

3 de setembro de 2010

O pensamento alheio


O que digo pra você é reflexo do imaginário, obra dissertada com argumentos levados pelo vento da prepotência, rumo ao desconhecido.
De certa forma, tenho que concordar com você, já que tudo que vivemos foi tão precioso que me perco em pensamentos que me elevam ao profundo das carícias.
Concordo sim, pois me sinto outra pessoa, tenho mudado muito, na minha maneira de pensar, meu raciocínio é terreno de cimento sem objeto, sem piso, apenas molhado pela chuva que cai fora do tempo.
Notei que sua percepção é falha quando disse pra mim que era tolice, amar o invisível, e admirar o improvável, digamos... que se é tolice, por que você conseguiu observar comigo a rua norte das possibilidades que tornam as circunstâncias da vida mais emocionante?
Não foi você quem caminho comigo na praia das boas ações? E endireitou meu pensamento ?
Calculou minhas equações com exatidão?
E agora foge como se nada tivesse realmente acontecido. Me deixando sem reação, sem chão, sem solo.
Estou vendo que a vida segue, um dia realmente nos veremos, quem sabe eu continue mudando...
Caí em meu próprio poço - quem se habilita a jogar uma corda de juízo pra mim?
Estou esperando...