31 de agosto de 2010

Alegrai-vos! - Livro de Rafah - Cap. 12

1. Alegrai-vos sempre, pois sobe um renovo sobre tuas mãos,
e os sussurros dos acontecimentos medem tua trajetória.
2. Alegrai-vos quando tudo parecer contrario, e a dor tentar roubar teu sorriso,
permaneça de pé, ruja velozmente e ponha teus inimigos pra correr.
3. Alegrai-vos se não tiveres o pão sobre a tua mesa, saberás então a importância de dar graças sempre,
e que no dia mal terás em dobro.
4. Alegrai-vos, pois as lágrimas que descem dos teus olhos são águas que regam o interior seco,
e saberás que terra molhada é sinal de vida.
5. Alegrai-vos, mais uma vez digo a todos ... Alegrai-vos.
6. Alegrai-vos pois dos céus descerá chuva, a temporã e a serôdia
7. Alegrai-vos, a viúva se alegrará, dançará como a virgem e a mãe de filhos.
8. Alegrai-vos, os teus ossos se fortificaram, ficaras de pé, a coragem é o teu manto
9. Alegrai-vos sempre... sem cessar, sem cessar!
Todos vós que sois de espírito nobre.
10. Alegrai-vos a cada novo dia, a cada dia de trevas, a cada dia de vergonha
11. Alegrai-vos, por que a mão estendida se faz presente, pois sobejará o azeite,
a medida transbordante viverá em tua casa.
12. Alegrai-vos, papai vem te buscar... repousarás em braços quentes
13. Alegrai-vos, haverá um dia que acordarás em casa, perceberá que não haverá dor, nem angustia
14. Alegrai-vos, vós que sois órfãos, tua redenção nascerá com triunfo, ao som de trovões, o relâmpago será tua espada.
15. Alegrai-vos mesmo sem razão, mesmo sem ter motivos aparentes, mesmo que o vento tenha levado a tua habitação
mesmo que tenhas perdido teu filho... Alegrai-vos.


16. Alegrai-vos... em paz!
pois os céus se alegram ao teu favor...



30 de agosto de 2010

-Sintomas.

O incurável está perante mim, me afogo em meus oceanos

Cativo nas lembranças não concluídas

Fragmentos do medo se estilhaçam em meio ao caminho

se eu pisar vou me cortar, machucar o único membro que me põe em pé...



Cego, a luz não chegou em meu quarto escuro

grades me deixam dividido por dentro, não consigo esticar meus braços

O refrigério está na última página do livro, mas ainda estou no índice.

estou julgando o livro pela capa!

28 de agosto de 2010

Árvore.

Andando pela rua observei, que uma árvore estava prestes a perder todas as suas folhas, era uma árvore grande de uma sombra incrível.
O vento forte contribuía com sua perda de folhas, mesmo assim continuei meu caminho. 
Com o passar dos dias ,passei novamente enfrente a majestosa e magnífica árvore.
Ela tinha perdido seu encanto. Ela tinha perdido sua incrível sombra.
Ninguém olhava com brilho nos olhos para aquela grandiosa árvore.
Então, pensei logo, apesar das rajadas de vento,as grandes tempestades e chuva,as podas de seus galhos e uma série de acontecimentos naturais, sem falar as pouquíssimas folhas.
Ela permanece intacta e inabalável.
Assim somos nós, raizados no solo da atitude, recebendo ventos do medo, perdendo as folhas dos sonhos,recebendo os raios de sol da esperança.
Sendo regado pelas chuvas das adversidades.
Nos tornamos inabaláveis ,convicto que a próxima estação virá e com ela o repouso, a recompensa, a primavera.
 Nós percebemos então que as folhas começam a crescer novamente e que tudo foi apenas um momento. E continuaremos firmes e ofereceremos nossa sombra ao cansado.




Lembre-se: Você é assim.

27 de agosto de 2010

Pedaços de mim...




Sons, gestos, abraços.
Sussurros que invadem a alma, tudo ocorreu em uma noite, em um sonho ou em uma partícula do ontem.
Expectativas, sua voz faz bater veloz o coração,
Por que? Como? Respostas?
Não sei, apenas sei que estou sintonizado... Uma parte do meu Eu está em ti,
estou preso o bastante...
Não quero fugir!

25 de agosto de 2010

Uma dica:

 
Nada como um amanhecer pra trazer novidades e expectativas positivas em um novo dia que acaba de se iniciar.
Que hoje esse amanhecer traga abundância de alegria, que seus fardos fiquem pra trás com a noite fria que se foi, que lembranças sem reflexo e flash sem luz fiquem longe dos seu pensamentos.
 À medida em que você prossiga neste dia, teu ser consiga desfrutá-lo de forma plena.
Torço pra que você também se apaixone pelo belo, pelas coisas insignificantes, pois essas pequenas partículas de existência fazem toda diferença na história do nosso minuto presente. Sendo assim,


Se apaixone pela pergunta, ela trará respostas.
Se apaixone pela covardia, ela trará coragem pra enfrentar,
se apaixone pelo incerto, ele trará algo novo e inesperado.
Se apaixone pela boa companhia, ela com certeza trará uma boa Amizade...que consequentemente poderá despertar uma paixão...

Minha dica pra hoje é:
“Se Apaixone !”

24 de agosto de 2010

O amor sela.
O amor une.
O amor deixa claro quem manda.
O amor é puríssimo em sua essência.
O amor não é contaminável por ciúmes.
O amor não despreza o próximo.
O amor não é carcereiro de prisão.
O amor é extremamente humilde e simples como um amanhecer que se levanta sem pedir licença...

Por isso, quero um amor pra vida toda!

A origem do começo.

A Origem do começo, uma realidade que castiga.
O inocente em minha presença, não sou nada, apenas grito: redime a minh'alma!”



        Tenho você em meus sonhos. Sua personalidade habita lá, nas tardes de Verão, brincávamos como crianças em um campo coberto pelo trigal, seu sorriso continua sendo o mais bonito, reflete luz, a segurança é ponte entre eu e você. Entre gargalhadas e corre-corre, meu pesadelos extinguiram-se do presente, deixando em paz minha alma, meu ser, minha vida. Percebi que estou sendo refém da paixão incontrolável e do amor incondicional, apesar dos obstáculos a nossa frente, e de muros altíssimos entre nós, olhando a frente eles não existem mais, são fragmentos do passado sem paz, que foram jogados e expulsos dos meus Sonhos.
___Estou com Você! - Exclamou a presença inocente.
___Acredito fielmente em Ti - respondi rapidamente. - surpreendentemente a presença respondeu:
___Eu sempre te amarei, nosso elo já estava previsto nos pergaminhos da eternidade insondável. Naquele momento meus olhos de encheram de oceanos, lágrimas, águas salgadas. Pedi para que a presença relatasse a mim sobre o passado, sobre a história da sustentação dos céus. Ela prosseguiu:


     No inicio. Na presença do Espírito Imortal que veste-se de Linho fino. No berço da Eternidade foi gerado um ser perfeito, naquele exato momento os céus presenciaram a Luz, glória pura.( Pedi para que ela prosseguisse) Nem que se juntasse milhares de estrelas solares, se compararia ao fulgor do nascimento da criança, do inocente. Sua Mãe era a “Origem do Começo” e seu Pai era o “Eterno Infinito”. Aquele nascimento alegrou o céus de tal madeira que as lágrimas que caiam da face tornaram-se cristais nos lençóis negros do Universo. Seres angelicais, escreveram uma melodia em partituras sublimes, cujo o arranjo era magnifico, uma obra prima, uma sinfonia jamais criada e inesquecível. Notas de puro ouro, douradas ao extremo fluíam em direção ao quarto da recém -nascido. O Sistema Solar escondeu-se do brilho da criança. O Eterno alegrou-se de tal modo que o chamou de “A Essência da Glória, Minha destra!”
Os anciãos que habitam no Infinito da extensão da magnitude do começo, lançavam suas coroas diante do berço, diante do inocente, pois aquele que acabara de nascer era digno de receber toda honra, toda glória pelos Séculos dos Séculos. Com o passar das Eternidades, a criança cresceu, se fortificou no poder, seu nome era conhecido em todo o território do invisível. Todos tinham que o respeitar de forma soberana, Ele é o Príncipe dos Céus Eternais, e a esperança da Glória para os homens.”



     Naquele momento percebi que a presença tinha compartilhado segredos escondidos. Mas por que a mim foi revelado tais segredos? Por que eu tinha que saber sobre o infinito? A presença apertou minha mão e apenas me disse:
__Tu mereces saber, és escolhido!
     Cai em choro pois o inocente estava a minha frente, estava em minha mente, estava em meus sonhos. A presença que brincava comigo pelos campos de trigais, fez eu ver quem eu era. Eu não era um grão de areia na praia da existência, eu era a razão pela qual a existência existe. Tinha uma identidade: O meu Eu, tinha uma essência: a sensibilidade, Tinha uma doença: o mortal. A presença avisou-me que eu sou da linhagem do castigo, da decisão do casal do jardim, sou o fruto que eles comeram, sou a resposta que penetrou no coração deles. Sou um homem, que apenas leva consigo o desejo, o prazer, os frutos da carne.
     Encontro-me diante do inocente, meu egoísmo perdeu lugar, cedeu na presença da verdade, não sou nada, sou erva do campo, sou capim parado na estrada, sou o Joio. Sendo assim, apenas grito:

___Redime a minh'alma!